Lorenzo Martone com uma de suas bicicletas - Foto: divulgação
Lorenzo Martone com uma de suas bicicletas – Foto: divulgação

Por Carolina Job Di Laccio

Pedalar de bicicleta por ruazinhas de pedra que existem há séculos, conferir ao vivo algumas das obras de arte mais famosas do mundo e ir às compras em butiques que oferecem o melhor dos designers europeus… Passear pela Europa é sempre um luxo e, até o dia 31 de agosto de 2014, a coleção de Villages do grupo Chic Outlet Shopping promove a campanha Day Trip to Chic.

Feita em parceria com a Martone Cycling Company, fundada pelo brasileiro Lorenzo Martone, a nova campanha aposta nas bicicletas como o meio de transporte mais charmoso e também ecológico para explorar diferentes cidades.

Instalação de bike da Martone Cycling Company no Las Rozas Village - Foto: divulgação
Instalação de bike da Martone Cycling Company no Las Rozas Village – Foto: divulgação

Ao promover uma série de eventos em suas nove Villages na Europa, o Chic Outlet Shopping apresenta o que há de melhor na moda europeia: desde a romântica Temperley London até o sexy punk de Vivienne Westwood, passando por grifes como Missoni, Diane von Furstenberg e Yves Saint Laurent – tudo com descontos de até 60% o ano todo.

Em uma das nossas paradas, na Las Rozas Village, em Madri, batemos um papo exclusivo com Martone. Confira:

Bazaar: De onde veio a ideia de investir em bicicletas?
LM: Ela veio 2012 e foi um pouco orgânico, no sentido de que eu sempre tive bicicletas em todos os países que vivi. Morei em Madri quando tinha 24 anos, depois fui estudar em Paris, seguindo então para Nova York. Vivi nessas três cidades sempre tendo a bicicleta como meio de transporte. Em 2012 mudei de apartamento em NY para outro um pouco menor onde não tinha garagem e nem onde colocar a bicicleta, por isso a guardava na sala. É preciso lembrar que faz seis meses de frio por lá, então a bicicleta tinha de estar ali todos os dias. Comecei a pensar que o design não estava muito de acordo, não era agradável olhar para ela. Foi aí que comecei a fazer uma nova bicicleta para mim, customizada. Iniciei a pesquisa, contatei os fabricantes de peças e, com a mania brasileira do impulso, acabei fazendo cinco, para um apartamento que já era pequeno (risos). Tive que eleger duas porque tinha de vender as outras. Avisei os amigos e tal e assim começou o negócio.

Detalhe da bike da Martone Cycling Company - Foto: divulgação
Detalhe da bike da Martone Cycling Company – Foto: divulgação

Bazaar: Suas bikes são um sucesso no Brasil e no exterior. Quais são seus planos de expansão da grife?
LM: A marca hoje está em doze países. Eu tive um pouco de sorte, pois um dos meus amigos que morava em Paris conheceu as bicicletas e se ofereceu para montar um escritório e fazer o negócio na Europa. Um pouco da expansão está relacionada com o posicionamento. A gente tem esse posicionamento cool e fashion. Nós somos uma ponte entre bicicleta e moda, e é um posicionamento único. Não existe uma marca com essa pegada: ou as marcas de bicicleta são muito sérias, para competição, a carbon fiber, aquela muito leve de carbono, de corrida mesmo, ou são umas vintage, mas não têm grande produção. Esse posicionamento que a gente encontrou, de commuter bike, que é como uma city bike, para a cidade, é meio único, e isso tem ajudado a expansão. Agora em nossos planos estão a Austrália, Canadá e o Brasil. Nos outros países da Europa e nos Estados Unidos comemoramos um ano de vida. Lançamos em Paris a primeira loja e logo depois em Nova York, em abril e maio de 2013, respectivamente.

Bazaar: Conte mais sobre as instalações que vão decorar as villages: qual o conceito delas?
LM: O Village veio até mim com um projeto de verão e começamos a conversar sobre como as pessoas hoje estão buscando um estilo de vida sustentável, mas também com estilo. Só a sustentabilidade não funciona. A questão é como combinar essas duas coisas. Então nos deparamos com esse conceito do Day Trip to Chic e da globalização. Como você pode fazer algo bom para o meio ambiente, mas também bom para você – e com estilo? A bicicleta veio como uma solução na campanha deles para combinar todos esses pontos. É meu objetivo fazer das bicicletas algo cool de novo. As esculturas de atlas dourados foram o meu design para representar globalização e como, especialmente nos villages, as multidões internacionais se misturam e você pode ouvir 10 línguas diferentes se você andar por aí.