Boyd Holbrook - Foto: Erin e Erica
Boyd Holbrook – Foto: Erin e Erica

Por Luísa Graça

Boyd Holbrook tem nome forte que cai bem a um astro de cinema, assim como altura, boa aparência e alma inquieta. Interpretando personagens de moral dúbia, o ator sempre foi mais memorável do que precisava ser, mesmo em papéis pequenos, como em Garota Exemplar.Teve maior chance de provar seu talento nos indies Garotas Inocentes e Little Accidents (inédito no Brasil) e, mais recentemente, em Narcos, produção original da Netflix, seu mais relevante trabalho até agora. A série, que vale uma maratona no sofá, narra a famosa história do Cartel de Medellín dos anos 1980.

De um lado, Wagner Moura e seu polêmico sotaque castelhano interpretam o chefão do tráfico, Pablo Escobar. De outro, Holbrook é Steve Murphy, agente americano designado a caçar o narcotraficante.“Gosto de como a história é contada de modo transparente, mostrando também como os EUA foram peça-chave na história do Escobar, sem endeusar ninguém. E, claro, adorei trabalhar como Wagner e como José [Padilha,produtor executivo e diretor]”, conta o ator à Bazaar, um dia depois de ir a uma festa de samba com Moura, em sua breve passagem pelo Rio de Janeiro.

Boyd é inteligente, simples e entusiasmado. Vez ou outra interrompe a conversa, cujos assuntos vão de perfeccionismo à cantora indie Sky Ferreira, para dizer o quanto está estupefato com a beleza do Rio.“Se eu pudesse morar em qualquer lugar do mundo,acho que escolheria aqui.” Nasceu em Prestonsburg, cidadezinha aos pés dos Apalaches, no Kentucky – tão diferente do Rio quanto se pode imaginar. Lá, passava o tempo escrevendo e fazendo arte.

Nunca tinha pensado em ser ator até atender Michael Shannon, ator conterrâneo, na loja de departamentos em que trabalhava. “Tinha visto cenas dele em Vanilla Sky e resolvi perguntar: como alguém se torna ator? Ele recomendou fazer teatro.Arrumei emprego como carpinteiro no teatro local e, depois de oito meses, fui para Nova York.”

Leia a matéria na íntegra na Bazaar de outubro, que já está nas bancas!