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Brasileiro só perde para Kim Kardashian no Instagram Stories

Os microinfluenciadores provam que, atualmente, têm maior relevância

by redação bazaar
Foto: Reprodução/Instagram/@carlinhosmaiaof

Foto: Reprodução/Instagram/@carlinhosmaiaof

Por Gustavo Silva

O que são influencers: Onde e como vivem? O que comem, como reproduzem? Essas questões de urgência snapchatiana são irrelevantes diante de um fato: eles existem, estão ao seu redor e, por mais que você teime em categorizá-los como ‘os famosos quem?’, influenciam cada vez mais como você consome e o mundo no qual você vive.

A pergunta adequada é: em qual mundo você vive? Talvez não seja no mesmo mundo onde Carlinhos Maia é um dos grandes soberanos da atualidade. O alagoano, alçado à categoria de influenciador digital, ganhou manchetes ao ficar em segundo lugar no ranking global de audiência do Instagram Stories em julho, atrás apenas de Kim Kardashian.

Ele lidera o ranking no Brasil, onde também aparece como o maior produtor dos vídeos de até 15 segundos da plataforma, que aceita até 100 postagens nesse formato, substituídas após 24 horas. Maia traz à mente Andy Warhol. Não pela profecia de que todos teríamos nossos 15 minutos de fama, mas, sim, por outra pensata certeira para definir o zeitgeist: “A vida não é uma série de imagens que mudam à medida que se repetem?”.

Foto: Reprodução/Instagram/@carlinhosmaiaof

Foto: Reprodução/Instagram/@carlinhosmaiaof

As centenas de Stories diários de Carlinhos, que divulga, com tiradas desbocadas e verve cômica, o seu cotidiano à la Grande Família na pequena Penedo, são uma espécie de tuíte de resposta à provocação do ícone da pop art.

Não basta estar conectado e ter perfis diversos para ser atingido por um influenciador. A forma difusa e pulverizada como a informação (opinião?) se espalha pelas redes criou um fenômeno paradoxal: a (web) celebridade sem fama – pelo menos, não dentro daquela tradição unificadora de tendências.

Todos sabem – pelo menos os que viveram no Brasil nos últimos anos – quem é Anitta; mas quem conhece Carlinhos Maia? Com exceção de 10 milhões (!) de seguidores e de um público de milhares de pessoas que o acompanham agora em shows de comédia, ninguém.

Foto: Arquivo Harper's Bazaar

Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Mais do que falar muito, a questão que domina a pauta do universo da influência digital é se vale a pena falar para muitos. A indústria do marketing e da propaganda, que rege grande parte do dinheiro que movimenta a saúde financeira de quem decidiu fazer das redes sociais a sua vida, aposta cada vez mais nos chamados microinfluencers, gente com expertise em um determinado nicho que fala, conversa e, principalmente, engaja abertamente com um público menor (eles têm de 5 mil a 100 mil seguidores) e mais segmentado.

Pessoas que, em outras palavras, habitam um mundo para chamar de seu – seja ele qual for. Os números estão a favor do grupo: o engajamento de campanhas com influenciadores pequenos é 60% maior do que com os popstars das redes, e o custo-benefício dos micros é seis vezes mais eficiente do que o dos macroinfluencers, aponta estudo produzido pela HelloSociety, agência especializada no setor e parte do grupo New York Times.

Leve em consideração que, apenas nos Estados Unidos, foram investidos US$ 88 bilhões na publicidade digital em 2017 – aumento de 21% em relação ao ano anterior – e chegue à mesma conclusão da indústria do marketing: saber quem é, o que come, onde e como vive o microinfluencer diz tudo sobre ele, mas também sobre você, seguidor.

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