Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

A solidão pode ser um dos principais problemas durante um período de distanciamento social. Algumas pessoas têm uma relação saudável com essa situação e não encaram o fato de estar sozinhos como um problema. Mas, para outras pessoas, a privação social pode despertar sentimentos negativos, chegando ao nível de permitir mais facilmente o aparecimento de problemas psicológicos como depressão e ansiedade.

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Em uma situação como essa, é de se imaginar que a saúde mental seja prejudicada. O que poucas pessoas imaginam é que a solidão também pode trazer problemas para a saúde física.

Uma pesquisa publicada na revista “Science”, chamada “Relações Sociais e Saúde”, comparou o isolamento social à pressão alta, obesidade e ao hábito de fumar como fator de risco para doenças ou morte prematura.

Em outro estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Chicago, foi constatado que a solidão pode aumentar os níveis de hormônios do estresse e inflamação, o que pode ocasionar problemas do coração, diabetes tipo 2, demência e até tentativas de suicídio.

Como diminuir a solidão

O sentimento de solidão não deve ser tratado como algo imutável, mas, sim, como uma situação que, eventualmente, terá fim. Estabelecer uma rotina com atividades variadas e que preencham bem o tempo é uma das melhores formas de passar pelo período de isolamento social, ajudando a evitar sentimentos negativos como apatia e melancolia.

Incluir hobbies no dia a dia, como pintura ou música, são maneiras de evitar que a rotina fique pesada e cheia de obrigações.

Manter a concentração durante esse período pode ser um problema, atrapalhando o trabalho, estudo e outras atividades do dia a dia. Alguns exercícios de respiração e meditação podem ajudar a mente a focar, assim como mudanças na rotina, com a divisão das tarefas em pequenos blocos e a criação de um cronograma diário, com atividades e horários estabelecidos.

A tecnologia e as redes sociais são ótimos aliados para manter a comunicação com pessoas queridas, mesmo à distância, o que pode ajudar a diminuir a sensação de isolamento.

Outras atividades online, como jogos cooperativos e cursos à distância, permitem a realização de tarefas em grupo, mesmo à distância. Marcar reuniões com os amigos, por meio de videoconferência, para conversar ou discutir sobre uma leitura ou um filme, ajuda a manter a interação e a união.

Apesar de todas essas dicas para diminuir a sensação de isolamento, cuidar da saúde física e mental e criar uma boa relação consigo mesmo é importante para que o conforto no distanciamento social não esteja presente somente nas outras pessoas. Assim, atos de autocuidado, por meio de pequenos rituais diários, como um café da manhã demorado ou pausas para leitura, permitem que os dias fiquem mais leves.

Cuidar da saúde, com uma alimentação saudável e ingestão de água, é importante para manter a qualidade de vida e melhorar a imunidade, diminuindo os riscos de doenças. Praticar atividade física e alongamentos, mesmo em casa, também ajuda a manter a saúde, além de liberar hormônios que estimulam a sensação de satisfação.

Se o sentimento de solidão se tornar incapacitante, prejudicando as atividades diárias e criando uma sensação ainda maior de isolamento, é importante procurar ajuda médica com profissionais formados na faculdade de psicologia, como psicólogos e psiquiatras, que poderão dar o encaminhamento correto para cada caso. Conversar com um profissional nesse momento é essencial para diminuir o peso do dia a dia que pode surgir com o distanciamento social.