Jack Vartanian – Foto: Rodrigo Azevedo

Dizem que um bom vinho equivale a uma joia. Para melhor apreciá-lo, é preciso conhecê-lo. O joalheiro Jack Vartanian conseguiu unir o savoir-faire de um e de outro em um universo em que luxo é a experiência de saber apreciar — seja um rótulo surpreendente, seja uma pedra exuberante. Em casa, o filho de libanês aprendeu, com o pai, ourives, que rodava o mundo atrás de gemas preciosas, a entender dos dois. Dessa combinação, nasceu a Jack Vartanian Adega, que funciona desde o fim de 2020 e fica no mesmo espaço em que o joalheiro cria brincos, anéis, colares e pulseiras.

Na casa simpática, com um delicioso jardim e uma mesa única e convidativa ao ar livre, em São Paulo, Jack comanda o mix de loja e espaço de eventos para receber amigos e convidados. Com mais de 100 rótulos, entre tintos, brancos, rosés e espumantes, todos brasileiros e escolhidos ao gosto do especialista, ele garante que só vende aquilo que bebe e aprecia. Prová-los à mesa, com harmonizações perfeitas de pratos de alta gastronomia feitos na cozinha da casa, e ouvindo as explicações do próprio Jack sobre cada uma das garrafas, é uma viagem sensorial completa.

Foto: Divulgação

O empresário e joalheiro fala com a propriedade de quem já rodou o mundo e provou o que há de melhor em cartas de vinhos chilenos, argentinos, sul-africanos, italianos, espanhóis, portugueses e franceses. Mas seu coração bate mais alto pela produção nacional. “Temos que valorizar o que é nosso. E o vinho nacional melhorou muito e ganhou maturidade nos últimos anos”, diz.

Jack começou a se apaixonar por vinhos brasileiros em uma viagem para gramado, onde ele parou em uma loja de vinhos e comprou alguns para experimentar, entre eles um rótulo da Lídio Carraro. Alguns anos depois ele fez da Lidio grande parceria da JV servindo em todos os eventos e presenteando clientes com rótulos deles.

Jack Vartanian em visita à vínicola Lídio Carraro, em Gramado, no sul do País – Foto: Rodrigo Azevedo

Seus rótulos sobressaem. Antes mesmo de colocar a Adega Vartanian de pé, ele já estava introduzindo a cultura de bebidas nacionais e aguçando a curiosidade de muitos. “Para o nosso clima, os vinhos nacionais, principalmente os tintos, combinam demais; e os vinhos brancos são frescos e suaves, todos respeitam o terroir brasileiro. Quero que as pessoas provem vinhos bacanas, muito bem-feitos e com qualidade”, finaliza.