Foto: Ledge
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Vamos combinar que é difícil resistir a uma barra de chocolate, esse alimento mágico que parece nos encher de energia. Durante muito tempo renegado por ser considerado rico em açúcares e outros componentes, começa a ser visto de outra maneira. Tudo graças ao chocolate amargo, que está mudando o rumo dessa história.

A nutricionista Fernanda Freire confirma que ele está no time dos alimentos saudáveis, mas alerta que deve ser consumido sem exageros e, se possível, com a orientação de um nutricionista. Ela ressalta que quanto maior o amargor do chocolate, maior será sua quantidade de cacau e, consequentemente, seus benefícios à saúde.

Aliás, os benefícios desse alimento do bem são conhecidos há muito tempo. Desde a antiguidade o cacau e o chocolate já eram utilizados em sua forma isolada ou em combinação com ervas, plantas e outros suplementos alimentares no tratamento de doenças como desordens digestivas, dores de cabeça, inflamações e insônias.

Os compostos bioativos, chamados polifenóis – que detêm a propriedade funcional e curativa – estão presentes principalmente no cacau. É por isso que quanto mais amargo maior é o seu benefício.

Foto: Divulgação Kopenhagen
Foto: Divulgação Kopenhagen

Fernanda Freire ressalta que o chocolate amargo tem atividade anti-inflamatória e capacidade antioxidante, que é o poder de “varrer” e tirar do nosso organismo os radicais livres que, quando produzidos em excesso, podem reagir com o DNA provocando doenças como câncer, aterosclerose, injúria da mucosa gástrica e envelhecimento. Além disso, o consumo de produtos ricos em cacau, diminui a agregação plaquetária e consequente formação de coágulos, reduzindo o risco de infarto agudo do miocárdio e de derrame cerebral.

A nutricionista lembra que para o chocolate ser amargo, ele deve ter no mínimo 70% de cacau em sua composição. Por isso, ela alerta: é fundamental verificar a lista de ingredientes do produtor para ter certeza de que o cacau é o primeiro ingrediente que aparece. Os teores de polifenóis no cacau podem variar de acordo com a origem geográfica, a variedade da planta, o clima, o tipo de solo e a região de plantio (fatores agronômicos e ambientais). As diferentes etapas da transformação do cacau em chocolate também podem influenciar no teor de polifenóis dos produtos finais.

Mas, atenção: mesmo sendo uma fonte alimentar saudável e com inúmeros benefícios, deverá sempre ser consumido com moderação, pois continua sendo um alimento de alto valor energético e a maioria das opções disponíveis no mercado possui açúcar em sua composição, o que exige atenção redobrada dos diabéticos.

Fernanda Freire ressalta que seus benefícios serão melhor aproveitados se ingeridos após as grandes refeições (almoço e jantar) e nunca no meio do dia, ou em jejum, pois seu consumo dessa maneira pode levar a um pico de glicose, que predispõe o acúmulo de gordura.