Sarah Paulson interpretando Marcia Clarke em The People v. O. J. Simpson: American Crime Story - Foto: Divulgação
Sarah Paulson interpretando Marcia Clarke em The People v. O. J. Simpson: American Crime Story – Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira (10.08), a Associação de Profissionais de Direto dos Estados Unidos (ABA) proibiu que sejam usados na corte termos como “amor”, “querida”, “fofa” e “docinho”. É que, segundo dados divulgados pela associação, 70% das advogadas já sofreram depreciação relacionada ao gênero no ambiente de trabalho.

A mudança vem em resposta à petição realizada por advogadas que enxergavam como desrespeito o tratamento que recebiam dentro do tribunal. A ação já foi adotada em 23 estados americanos.

Esta é a primeira vez em 138 anos que a organização se posicionou em relação à linguagem profissionalmente inapropriada. A proibição se tornará nacional e irá afetar cerca de 400.000 trabalhadores da área.

Com possibilidade de multa, a punição será determinada pelos comitês estaduais. Em janeiro, o juiz californiano Peter Bertling foi obrigado a pagar US$ 250 (R$ 782) após usar argumento sexista no tribunal. Opositores da medida argumentam que a ação irá limitar o discurso e a habilidade de defender o cliente, porém o ABA afirma que “abuso físico e verbal são considerados atos preconceituosos.”

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