Pavilhão do Brasil na Expo Milão 2015 - Foto: Cristiane Peixoto
Pavilhão do Brasil na Expo Milão 2015 – Foto: Cristiane Peixoto

A EXPO Milão 2015, sob o título “Feeding The Planet | Energy For Life”, acontece na Itália de 1º de maio a 31 de outubro de 2015 e é considerada o maior evento mundial não esportivo dos últimos anos.

Como apoio da ONU (Organização das Nações Unidas), da EU (União Europeia) e da CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear), a mostra, que ocupa um espaço de mais de um milhão de metros quadrados, se divide em duas partes: uma no qual são realizadas debates sobre a questão de “nutrir o planeta” e possíveis soluções e evoluções científicas para os problemas relacionados a alimentação e outra que proporciona um grande momento cultural.

Cada um dos 150 países participantes é convidado a se questionar e a propor soluções para os grandes desafios ligados as perspectivas da alimentação a partir de sua própria cultura e tradições.

Bazaar visitou as tramas do pavilhão do Brasil em maio. O espaço, projetado por Arthur de Mattos Casas, tem como tema a metáfora da rede, com flexibilidade, fluidez e descentralização para contar aos visitantes como o país conquistou a primazia mundial na produção de alimentos.

E no próximo dia 20 de junho acompanharemos a apresentação da joia que Cristina Rotondaro criou especialmente para homenagear a República de San Marino, a mais antiga democracia do mundo, e sua história milenar e valores fundados na liberdade e diálogo entre os povos.

Joia Cristina Rotondaro Expo Milão 2015 - Foto: divulgação
Joia Cristina Rotondaro Expo Milão 2015 – Foto: divulgação

Cristina Rotondaro é uma artista italiana que vive no Brasil, cuja obra é marcada por uma existência intensa e nômade, passada em países tão distantes geográfica e culturalmente como o Quênia, Marrocos, Filipinas, San Marino, Itália e Brasil. Formada na escola da Bulgari, a artista tem sedimentado a consciência de uma cultura estética que remonta a dois mil anos de civilização e que prescinde de um estilo próprio para atingir a todos.

Sua participação em eventos de arte não é uma novidade. Sua biografia a coloca como única designer de joias a ser chamada para participar da Bienal de Veneza de 2011.

Sua visão de mundo a levou a criar a peça batizada de e-KGilibrio, que ela decidiu apresentar para a imprensa, propositalmente, no Pavilhão de San Marino, dentro do Cluster Bio Mediterrâneo.

No centro do colar haverá a Terra, representada por uma opala negra. Do lado direito, os elementos: o mar, representado por uma turmalina paraíba, o vento, por diamantes, a terra, como elemento, por uma esmeralda, o sol pela safiras de todas as cores entre o vermelho e o amarelo, o amor, por um rubi, o respeito, por diamantes (puros e nobres), e a paz com inúmeras cores, significando a tolerância na diversidade. À esquerda, a condição humana e os valores necessários para que haja a integração dessa nutrição.

O fecho da joia foi confeccionado pelo escultor Giovanni Grandoni, da República de San Marino, usando a pedra típica da região e formando as três torres que são o símbolo da república, e é um detalhe fundamental para a consagração do equilíbrio de valores entre os lados esquerdo e direito.