Adut Akech Bior em campanha da Fendi – Foto: Reprodução/Instagram/@adutakech

Ter plantas em casa é um costume de muitos, seja em pequenos vasos ou em jardins maiores. Um relato muito comum entre os que têm o hábito de cultivar flores, árvores frutíferas, temperos, suculentas, cactos, entre outras é a sensação de satisfação e bem-estar depois de manejar suas pequenas plantações caseiras.

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Além dos relatos, existem diversos estudos acadêmicos comprovando que o contato com a natureza, mesmo que em pequena quantidade, promove a redução de problemas psiquiátricos como o estresse e a depressão. Isso porque são apresentadas novas texturas, cores, cheiros e um novo desafio, que é manter cuidados simples para que as plantas sobrevivam, o que estimula o cérebro.

No Brasil, a população que apresenta depressão – doença ligada a sintomas de tristeza profunda, perda de interesse, ausência de ânimo, oscilações de humor, entre outros – já é de 12 milhões de pessoas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). E esse está longe de ser um problema apenas brasileiro. No mundo todo há 322 milhões de indivíduos que sofrem com a doença.

Além do acompanhamento médico tradicional e terapias psicológicas, há tratamentos alternativos que andam lado a lado com a medicina e auxiliam no alívio dos sintomas. Um deles é o contato com a natureza. A técnica foi utilizada com pacientes que apresentavam doenças psiquiátricas na clínica Cornbrooke Medical Practice, em Manchester, na Inglaterra, e os resultados foram positivos.

Os médicos passaram a estimular seus pacientes a reservar um tempo diário para entrar em contato com um espaço verde próximo à clínica e, até mesmo, levar algumas mudas para casa. É o que conta a médica Augusta Ward: “Abrimos o espaço verde ao lado cerca de um ano atrás. Não havia nada na nossa área criada para cultivar vegetais, frutas, flores e temperos. Nós fizemos a plantação com os pacientes e a comunidade. Logo após, prescrevemos o ‘programa da planta’, onde damos o vaso de planta para os pacientes cuidarem no lar”, aponta.

Depois que implantaram a ação, as melhoras na saúde mental e física foram notadas claramente. Quem interagia com as plantas se tornava cada vez mais ativo e reagia melhor aos tratamentos. “Eu tenho um paciente em especial que antes de iniciar o tratamento tinha muitas doenças crônicas, assim como ansiedade e depressão. A jardinagem não ajudou só na saúde mental, mas também na física. Ele tem diabetes, conseguiu perder peso e se tornou mais ativo”, diz Philippa James, outra médica da instituição.

O estímulo é interessante, pois pode ser realizado por qualquer pessoa, já que existem plantas que demandam diferentes cuidados – dos mais básicos, como pouca água, aos mais complexos, que englobam quantidades calculadas de sol, vitaminas, água e calor. Outra vantagem é que não é necessário sair de casa para realizar a atividade e começar a obter melhora, já que esse é um desafio para muitas pessoas que têm depressão. É possível encontrar floriculturas online que entregam as mudas a domicílio.