Da quarentena para as Olímpiadas: saiba como Tom Daley começou a tricotar
Foto: Reprodução/Instagram/@tokyo2020

Toda edição das Olímpiadas rendem imagens marcantes, que permanecem no imaginário dos fãs de esportes. Elas marcam momentos de superação, alegria, tristeza, realizações de sonhos, entre outros sentimentos, mas, muitas vezes, se eternizam por serem inesperadas. Não foi diferente com as Olímpiadas de Tóquio, que, antes mesmo de seu final, já reúne uma série de fotos e notícias marcantes.

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Para os amantes de moda e de trabalhos manuais, uma delas se destaca: o saltador Tom Daley fazendo tricô enquanto assistia as provas femininas de sua modalidade. O britânico, que tem 27 anos, conquistou a medalha de ouro no salto sincronizado no dia 26 de julho e confeccionou uma bolsinha para carregar a medalha com as próprias agulhas.

Da quarentena para as Olímpiadas: saiba como Tom Daley começou a tricotar
Foto: Reprodução/Instagram/@madewithlovebytomdaley

Assim como muitas pessoas – incluindo a jornalista que escreve esta matéria -, Daley começou a fazer tricô e crochê durante a quarentena. No perfil @madewithlovebytomdaley, o esportista compartilha suas criações e motivações para se dedicar ao hobby. Em um vídeo postado mostrando a peça criada para guardar sua medalha, Daley conta que a prática foi uma das coisas que o ajudou a se manter são durante o lockdown e as preparações para as Olimpíadas.

Suéteres para seu filho de dois anos, bichos de pelúcia, roupas para seus amigos e até mesmo uma cama de gato são algumas peças que Tom Daley mostrou em seu Instagram, provando que tem um senso de estilo de dar inveja. Os modelos criados pelo esportista tem cores e padrões modernos, silhuetas incríveis e conversam com perfeição com as últimas tendências.

Da quarentena para as Olímpiadas: saiba como Tom Daley começou a tricotar
Foto: Reprodução/Instagram/@madewithlovebytomdaley

O crochê e o tricô podem ser uma excelente alternativa para quem busca um novo hobby e tem lidado com ansiedade nos últimos tempos. Além de ser um trabalho manual gostoso de ser feito, o resultado final é uma peça única e carregada de importância pessoal. Seja para decorar sua casa, uma peça de roupa nova ou um presente para uma pessoa querida, dá para criar muita coisa com agulhas e linha, além de ser um projeto fácil de encontrar aulas online, conduzir sozinho e que não demanda um grande investimento de material.

A minha experiência com as linhas

Apesar de tricô, bordado, crochê e outros trabalhos manuais fazerem parte de uma herança familiar – minha avó tentou arduamente me ensinar a crochetar, mas sem muito sucesso -, foi apenas na quarentena que passei a enxergar a prática com outros olhos. Depois de meses em casa, projetos pessoais sendo cancelados ou adiados e diversas crises de ansiedade, me vi atrás de um projeto que me afastasse das telas e da minha própria cabeça.

O crochê foi o escolhido, apesar de contar com uma extensa opção de agulhas e linhas de tricô e ponto-cruz do acervo da minha mãe, uma artesã como nenhuma outra. Com uma agulha, um punhado de linhas e uma revista que ensinava a fazer aminiguris, que são bonecos e animais feitos de crochê, me aventurei no novo hobby e logo me vi conquistada.

Tirar um momento para focar em apenas uma atividade, que não estava relacionada com os assuntos que me preocupavam diariamente e, ainda por cima, mantinha minhas mãos ocupadas foi um verdadeiro alívio. Além disso, ver o resultado final deixa um delicioso sentimento de conquista.

A prática também traz boas memórias, já que o crochê é uma prática comum entre minha mãe e tias. O momento de terminar de trabalhar e me dedicar a um desafio novo, além de descobrir com quais técnicas me adaptava melhor, se tornou um dos pontos altos dos longos dias em casa – e promete continuar na minha vida, até mesmo de forma terapêutica, quando as coisas voltarem ao normal.