Foto: Adri Lima

Day Mesquita, que é vencedora de prêmios em 2020 com sua atuação, já deu aulas voluntárias de balé, é embaixadora da SGV (Sociedade Vegetariana Brasileira) e atualmente faz nada menos que 14 horas semanais de línguas estrangeiras, de olho na expansão do mercado internacional para atores brasileiros.

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Em entrevista à Bazaar, ela conta como tem sido sua quarentena, o foco e dedicação nos estudos e investimento em aprimoramento profissional, o voluntariado em um abrigo de animais que tem servido de acalento para o coração em momentos difíceis, falou também sobre o crescimento do intercâmbio de atores no audiovisual, qual personagem icônico amaria ter interpretado e muito mais.

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“Tenho estudado muito, usado esse tempo para fazer o que estava na minha lista de prioridades e não tive oportunidade de focar em outros momentos por conta da (ainda bem) correria no trabalho e por ter emendado um projeto no outro, o que ressalto, é algo ótimo, e não negativo. Mas ao mesmo tempo que tento incentivar que façamos o que é possível, tento também não glamorizar a produtividade em tempos de pandemia. Colocar grande pressão em nós mesmos por uma super produtividade em tempos como esses pode ser algo nocivo, acho que todos temos que ser mais gentis e empáticos com nós mesmos, e a tristeza de saber que tem muita gente morrendo por conta desse vírus é uma constante, e, por vezes, tira o nosso foco de todo o resto. Mas, aí, tento lembrar que as vacinas estão sendo eficientes até o momento e que em breve estaremos todos vacinados”, comenta a atriz.

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Day, que tem em seu currículo atuações em séries como “O Negócio”, da HBO, e “(Des)Encontros”, do Canal Sony, além de peças como o drama “Gota D’Água”, texto de Paulo Pontes e Chico Buarque, além de ter vivido a protagonista poderosa de “Amor sem Igual”, da Record TV, atualmente pode ser vista no Globoplay na reprise da novela “Cheias de Charme”, da TV Globo. Questionada sobre qual personagem amaria ter interpretado, ela não titubeou.

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“Acho a personagem Nina Sayers, do filme ‘Cisne Negro‘, incrível! Desde que assisti pela primeira vez fiquei encantada não só pela complexidade da personagem, mas também pela trama, direção e elenco impecáveis do filme. Acho que talvez também por ter sido bailarina por bastante tempo, foi uma personagem que me chamou atenção e, claro, pelo desempenho de Natalie Portman, que dispensa comentários. É uma personagem que eu amaria ter interpretado”, diz.

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Pedimos também indicações de produções para momentos de lazer e ela continuou: “Recomendo muito ‘Bom dia, Verônica’. Uma série com vários elementos que me prenderam do início ao fim, contudo, não é uma série fácil de digerir. Com temas como violência doméstica e feminicídio, corrupção, psicopatia… em cenas por vezes bastante cruéis, a série mostra a triste realidade infelizmente ainda vivida por muitas mulheres. Um conteúdo atual e muito importante de ser falado e discutido”.

Engajada não só nas causas sociais como também na dos animais, ela, que recentemente adotou a vira-latinha Ayla, é voluntária na Fazenda Modelo, um abrigo no Rio de Janeiro que cuida e hospeda animais que foram recolhidos por sofrerem maus-tratos, e onde é permitido que pessoas voluntárias passeiem, deem banho e brinquem com os animais que lá estão na esperança de serem adotados.

Foto: Adri Lima

“Essa troca de carinho e amor com os bichos e o voluntariado na Fazenda Modelo tem trazido também muito alívio e sentimento de esperança para o meu coração, faz bem para eles e, talvez, mais ainda, para mim. Recomendo muito que, quem puder, e quando tivermos uma baixa novamente nos casos de Covid-19 e, claro, desde que seguindo todos os protocolos, experimentem essa sensação”, recomenda a atriz.

É notória a expansão do mercado de streaming para artistas de todo o mundo. Citando apenas brevemente os brasileiros, só nos últimos meses, tivemos Tatsu Carvalho em “O Gambito da Rainha”, já temos também confirmados André Lamoglia na espanhola “Élite”, e Giovana Griggio na mexicana “Rebelde”, considerando isso, buscamos entender como a artista enxerga esse momento do audiovisual.

Foto: Adri Lima

“Hoje mais do que em qualquer outro momento vemos atores do mundo inteiro fazendo produções estrangeiras e creio que a tendência é que o mercado se expanda cada vez mais. Tenho vontade de contar histórias que eu acredite, trabalhar com diferentes abordagens, culturas, e atuar em outro idioma certamente seria interessante também. Além de tudo isso, vejo de forma positiva os perfis de personagens para latino-americanos se ampliando muito, como nunca antes. É incrível que o mercado venha nos reconhecendo em outros lugares do mundo com a pluralidade que temos de fato”, finaliza Day.