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Designer conta como fechou grife de bolsas para virar instrutora de ioga

Daniella Zylbersztajn teve uma marca bem-sucedida por 10 anos

by Luciana Franca
Daniella Zylbersztajn - Foto: Vinícius Postiglione

Daniella Zylbersztajn – Foto: Vinícius Postiglione

A moda e a ioga sempre se esbarraram na vida de Daniella Zylbersztajn. Ela lembra que seu primeiro contato com a meditação foi em 2000, em meio a uma atividade do curso de designer que fazia em Milão – onde trabalhava numa revista de moda e vivia uma época difícil, com muitos desafios e expectativas.

“Quando estava sentada na frente daquele papel em branco, comecei a entrar em meditação, sem saber o que era. Eu encontrava um silêncio absoluto e aquilo começou a me alimentar. Queria ir todo dia para aquelas duas horas de silêncio. Esse processo de inspiração, que significa in spiritum, foi o meu desenvolvimento espiritual por meio da criatividade”, conta ela, que, naquela época, começava a praticar ioga.

“Fui estudar e entendi que aquilo que eu sentia era flow criativo.” Depois da temporada de um ano em Milão, Daniella seguiu o insight que teve num hotelzinho barato em Amsterdã, quando estava prestes a voltar para São Paulo, e colocou em prática o que havia vislumbrado: sua marca homônima de bolsas e acessórios.

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Daniella Zylbersztajn - Foto: Vinícius Postiglione

Daniella Zylbersztajn – Foto: Vinícius Postiglione

O negócio foi bem-sucedido por 10 anos, as peças eram vendidas em showrooms de todo o País e do exterior, mas, naturalmente, começou a perder espaço para a ioga. “Passei a perceber que as bolsas não estavam sendo suficientes para eu me expressar, estava cada vez mais me aprofundando no processo de yoga. Foi inevitável ver que um lado estava diminuindo e outro, aumentando.”

Em 2010, Daniella já tinha fechado o ateliê e fazia bolsas sob encomenda, enquanto dava aulas de ioga, até os pedidos cessarem de vez. Passou a se dedicar totalmente à ioga e à meditação, e a nova vida pediu alguns ajustes. Já não precisava daquele guarda-roupa fashionista (manteve 10% das roupas daquela época), abriu mão dos saltos e diz que seu luxo, hoje, é ter as unhas feitas.

“O trabalho que faço é ajudar as pessoas a soltarem os excessos, esse ‘a mais’ de demandas, cobranças, falsas ideias, ilusões. Tudo vai ficando mais simples, mais claro, a pessoa fica mais presente e passa a ver beleza em pequenas coisas”, diz. “Antes, a gente fica tão iludido, no piloto automático, que não vê nada. Além de ensinar ioga e consciência, eu vivo isso. É um grande presente, porque a vida não é onde vou chegar ou quando vou conquistar.”

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