Urias Bazaar Fevereiro
Urias – Vestido Jean Paul Gaultier, brincos Karin Reiter, piercing Prieto e anéis Thrill – Foto: Matchique, com direção de Rodrigo Yeagashi, styling de André Philipe, coordenação de moda da Larissa Romano, beleza de Camila Anac, produção executiva de Bruno Uchoa e tratamento de imagem de Victor Wagner

A luta que se opõe ao preconceito contra as diversas sexualidade e gêneros deve ser diária. Há 31 anos, a ONU retirava o termo “homossexualismo” da lista de distúrbios mentais do Código Internacional de Doenças. Por isso, o dia 17 de maio ficou conhecido como Dia Internacional contra a LGBTfobia.

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Relembramos dez personalidades para se inspirar cada vez mais.

Urias

A cantora mineira Urias é uma das principais vozes do movimento LGBTQIA+ no Brasil. A artista, que já foi capa da Bazaar, usa sua figura para se opor ao sistema preconceituoso instaurado no Brasil e ainda perpetuado por políticos e grandes personalidades. “[Meu maior sonho é] Que minha identidade de gênero não seja empecilho pra nada”, afirma em entrevista.

Getúlio Abelha

Getúlio Abelha – Foto: Sillas H, com styling de Anuro e Cacau Francisco

Getúlio Abelha cuida da carreira de cantor forma 360, divide-se entre o trabalho de operário e o de abelha rainha. Dirigiu praticamente todos os seus clipes até aqui e é responsável por seus próprios figurinos. Além de escrever as letras e produzir suas melodias, paga os boletos e ainda arranja tempo para os prazeres da vida.

Renata Bastos

Renata Bastos – Foto: Arquivo Pessoal

“Temos que ter visibilidade trans em casa. Onde a maioria é expulsa. Temos que ter visibilidade trans nas escolas, onde é preciso ter saúde mental para seguirmos os nossos sonhos e metas. Temos que ter visibilidade trans no mercado de trabalho e em todas as suas áreas. Visibilidade trans construindo uma família.” Leia na íntegra o relato de Renata Bastos sobre a importância da visibilidade trans.

Rico Dalasam

Rico Dalasam – Foto: Mauricio Nahas/Divulgação

Precursor do movimento queer rap, Rico Dalasam abriu espaço para outros rappers LGBTQIA+. “Minha disciplina é a música e a escrita”, afirma em entrevista à Bazaar, distanciando o título de influenciador quando o assunto são pautas identitárias.

Pabllo Vittar

Impossível falar sobre personalidades ilustres da comunidade LGBTQIA+ sem citar Pabllo Vittar. A cantora se tornou referência musical, além de conquistar milhões de fãs em suas redes sociais – mais de 11 milhões apenas no Instagram. “Devemos ser valorizadas e respeitas (sic) por quem somos e pelo nosso trabalho, independente da sexualidade, todas as pessoas devem poder ser protagonistas de suas próprias histórias”, lembra.

Luiza Nobel

Luiza Nobel – Foto: Jorge Silvestre, com styling de Benia Almeida, assistência de styling de Jefferson rocha e cabelo e maquiagem Pró Afro e Luvas Joboya

Pansexual (que envolve sexualidade em diferentes formas), Luiza Nobel coloca-se no lugar de artista preta e LGBTQIA+ para inspirar. “Se não fosse assumida, meu trabalho não seria metade do que é. Por que não falar sobre isso, sobre quem eu sou. Até para ser naturalizado”, endossa. “Se eu estou compartilhando a minha história, por que esconder uma parte dela?”.

Nanda Costa

A atriz brasileira Nanda Costa sempre conta que demorou para descobrir sua sexualidade, mas que quando se apaixonou e beijou uma mulher pela primeira vez, se sentiu verdadeiramente livre. Casada com a cantora Lahn Lan, a artista mandou o recado em publicação que lembra a data: “É normal e será cada vez mais comum! Amor é amor. Sigamos.”

Arlo Parks

Foto: Divulgação

Com apenas 20 anos, a poeta e cantora britânica Arlo Parks se destacou no mundo da música, ganhando diversos prêmios – incluindo o de “Melhor Novo Artista”, na última edição do BRIT Awards. A assinatura vintage de Arlo vai além das letras e melodias. Em sua videografia, nota-se que cores e elementos visuais conversam. “Sou muito interessada na ideia das cores e detalhes, de como retratar uma emoção e fazê-la realmente íntima para quem está assistindo ou ouvindo a música”, conta em entrevista à Bazaar.

Salman Toor

Foto: Divulgação

A identidade das pinturas figurativas de Salman Toor vão do queer boy ao brown man (menino gay e homem pardo, em tradução livre), carregando a cultura americana e o universo LGBTQIA+ multiétnico. “Às vezes, eles parecem ágeis e descolados, vivendo a vida urbana com seus amigos e parceiros. Em outros momentos, não tão legais, são estrangeiros, suspeitos com ideias estranhas, pessoas esperando por uma resolução no campo burocrático ou vítimas de homofobia”, explica.

Ventura Profana

Ventura Profana fotografada por Gê Vianna – Foto: Divulgação

“Me reconheci enquanto divina”, diz, sobre ter virado a chave na aceitação de seus seios fartos, que a faziam sentir vergonha na adolescência. Antes de se identificar como travesti (é assim prefere ser chamada), violências vinham endereçadas nos olhares de reprovação, que ricocheteavam sobre seu corpo. “Fui me tornando muito depressiva e perdendo o amor pela vida para me encaixar nesse lugar de uma pessoa aceita pela família.” Leia na íntegra a matéria com Ventura Profana.