Sagitário – Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Por Diana Motta

Dia 28 de novembro, à noite, iniciou-se o Chanuká, o que muitos conhecem como sendo um feriado judaico, mas na verdade é uma abertura cósmica que está disponível para toda e qualquer pessoa, independentemente de raça, gênero ou religião. A abertura cósmica de Chanuká nos conecta com o que os cabalistas chamam de OrHaganuz, a Luz Oculta. Para se conectar com essa Luz Oculta os cabalistas fazem o ritual de acendimento das velas com azeite do candelabro, a menorá, durante oito dias, sempre acrescentando uma vela ao dia. 

Ao todos serão acesas 36 velas. O número 36 é um código para as 36 primeiras horas na criação do universo, onde toda a Luz de benções foram reveladas e Adão teve a capacidade de enxergar do começo ao fim da criação. 

Após essas 36 horas, parte dessa revelação foi oculta, e é essa a capacidade que temos de nos conectar em Chanuká, com essa Luz Oculta. A energia de Chanuká desses oito dias é a mesma Luz que é revelada quando uma pessoa alcançou um lugar onde se sente totalmente derrotada, quebrada e não vê uma solução, mas ela consegue nesse momento ativar um nível de consciência de certeza profundo dentro dela e confiança no universo, e segue em frente com a sabedoria que é revelada nesse momento. 

Quando não sabemos o que fazer e empurramos um minuto de cada vez, o que é revelado é o que os cabalistas chamam da luz de “chochmah”, a luz da sabedoria, que está disponível durante o Chanuká. O que é a luz da sabedoria? A sabedoria é aquilo que chega à pessoa. Pois muitas vezes não sabemos o que fazer e achamos que o que temos que fazer é aprender o que fazer, ou fazer o que outras pessoas dizem para fazer. O que precisamos, na verdade, é que essa luz da sabedoria venha até nós. Para atingir essa luz da sabedoria o que temos que fazer é empurrar um pouco de cada vez quando sentimos de nenhuma forma que queremos fazer qualquer trabalho. Rav Ashlag, um grande cabalista, diz que devemos chegar a um estado onde não temos nenhum tipo de sentimento. Quando a pessoa se sente desmotivada, sem inspiração e nada está funcionando, ela sente que não tem objetivos, ou que está bem longe do seu objetivo, e pensa, qual o sentindo de tudo isso? Rav Ashlag diz, que esse é um lugar muito poderoso para estar. Lembre-se que esse é o recipiente perfeito agora para receber a luz da sabedoria. É preciso levar um minuto de cada vez e não desistir, mesmo que você se sinta como um robô, você empurra mais um pouco e empurra mais um pouco. Você deve superar o que a sua lógica te diz nesse momento. 

A vida é apenas sobre não desistir. Você se sente bem. Você se sente mal. Você não sente nada, não importa. Você supera seus sentimentos, esse é o segredo de revelar milagres, esse é o segredo da essência de Chanuká. Quando acendemos as velas de Chanuká, qual a consciência? A consciência é que quero para o ano todo entrar na dimensão de milagres. Não reagir aos meus sentimentos negativos, minhas emoções. Meus sentimentos não são minha estrela guia. Minha estrela guia é trabalhar espiritualmente um minuto após o outro. 

Sabemos que o próximo minuto me mostrará o minuto após, e o próximo me mostrará o próximo. Muitas pessoas estão muito consumidas em saber o futuro, porém o universo não quer necessariamente que você saiba o futuro. Pois se você soubesse o futuro, você pararia de fazer esforço. Trabalhar um minuto após o outro, essa é a luz de milagres de Chanuká, do mês de Sagitário, e é o que devemos pensar enquanto acendemos as velas este ano. Essa consciência revela a Luz Oculta, o OrHaganuz.

Diana Motta (@dika_astral), além de artista visual, é também astróloga cabalística. Começou seu estudo no Kabbalah Center de Nova York, cidade onde morou durante quatro anos para fazer pós-gradução na NYU em design e tecnologia. De volta ao Brasil, continuou seus estudos por aqui, onde trabalhou como intérprete e tradutora de cursos e palestras, além de traduzir livros e publicações do Kabbalah Centre, assim como a tradução do livro sagrado da Kabbalah, o Zohar, que ela lê em aramaico e hebraico. Formou-se como astróloga pela escola internacional Academy of Kabbalistic Astrology. Hoje atua como profissional na área, com atendimento personalizado de mapas astrais e acompanhamento individual, que inclui, entre outras coisas, interpretação de sonhos. Tudo pela perspectiva cabalística. Resultado de 13 anos de dedicação e comprometimento com o estudo contínuo dessa sabedoria milenar.