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É hora de estimular a construção de um amanhã amoroso

Em um contexto mundial tão violento e polarizado, mensagens mais sensíveis, transmitindo confiança, verdade e transparência, tornam-se essenciais

by redação bazaar
Foto: Arquivo Harper's Bazaar

Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Por Iza Dezon

Uma coisa é certa: o mundo está incerto. Mutantes e desafiadoras, as rupturas causadas por conflitos políticos, terrorismo, aquecimento global e crises financeiras incentivam pessoas, instituições e marcas a se posicionarem. Globalmente, é possível perceber como viver em tempos radicais requer comprometimento radical e emocional para (re)existir.

A busca por sentido, ou propósito (palavra da vez), se estende do pessoal e invade o coletivo. A empatia e a compaixão começam a se revelar como valores-chave para afrontar um mundo rígido. Algumas marcas já se apropriam desses princípios e começam a integrá-los em sua comunicação, criando “campanhas-manifesto”.

“Temos de fazer propagandas de qualquer forma, logo, é preciso usar a nossa voz para espalhar uma mensagem positiva, promovendo inclusão e igualdade. Somos uma grande empresa e temos essa responsabilidade”, afirmou o diretor criativo da Diesel, Nicola Formichetti, para a Dazed, em 2017.

Em um contexto mundial tão violento e polarizado, com indivíduos cada vez mais confusos e saturados por uma vida hiperveloz e ultraconectada, mensagens mais sensíveis, transmitindo confiança, verdade e transparência, tornam-se essenciais – lembrando que devem ser sólidas e fundamentadas, pois, caso contrário, podem ser imediatamente desmascaradas por meio das redes sociais.

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Não adianta falar do Dia da Mulher sem garantir a equidade salarial, por exemplo. O poder midiático de indivíduos, influenciadores, veículos, marcas e instituições deve ser cada vez mais usado para estimular a construção de um amanhã amoroso, generoso e inclusivo.

Talvez o mais importante é reconhecer que, apesar de vivermos guiados pela praticidade e a racionalidade, são as emoções humanas que ditam a grande maioria de nossas decisões.

O estado de incerteza constante em que vivemos é o grande estímulo de engajamento da nova geração. São os jovens que estão clamando por conexões mais políticas e autênticas com eles mesmos, com os outros e com o meio ambiente. No individual, eles favorecem a pluralidade, estimulando a capacidade de adaptação de cada um.

Com movimentos de empoderamento (do feminismo ao afrofuturismo, entre outros) pipocando e resistindo mundo afora, a criatividade e espontaneidade são as armas de reinvenção e libertação que estão rompendo paradigmas comportamentais, estéticos, linguísticos e muito mais. Mais do que nunca, estamos percebendo as reais consequências dos habituais discursos excludentes.

É momento de despertarmos e promovermos um movimento de resiliência coletivo. As esferas mais criativas e sensíveis estão ultrapassando os discursos de marketing de ocasião e abraçando a tolerância, a diversidade, o respeito mútuo e o amor como podemos ver desde a campanha We The Future, da Adidas + Urban Outfitters, em 2016.

O propósito e a coesão do coletivo serão os elementos-chave para promover valores éticos, ecológicos e sustentáveis, já que as pessoas estão despertando para relacionamentos mais respeitosos e conscientes com a natureza. Ao percebermos que tudo é vivo e conectado, passamos a repensar os relacionamentos em todas as esferas.

É hora de instigarmos o despertar do próximo, desvendarmos um propósito maior que nós mesmas e canalizarmos nossa criatividade e utilidade para trazer mais afeto ao cotidiano.

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