Foto: Getty Images
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Por Luisa Graça

Como não se render às impactantes letras e batidas da neozelandesa Lorde, que tinha 16 anos quando seu hit Royals a tornou mundialmente famosa, e quem não se encantou por Elle Fanning, aos 13, no silencioso Um Lugar Qualquer, de Sofia Coppola ou se impressionou com Chloë Grace Moretz no remake de Carrie A Estranha?

Entre as milhares de revoluções recentes causadas pela internet no mundo, há, no showbiz, um fenômeno curioso de se observar: a proliferação de meninas novíssimas que veem seu “trabalho” (muitas vezes, no início, apenas um passatempo) virar sucesso estrondoso e, de um dia para o outro, passam a administrar seus negócios, virando businesswomen de si mesmas, antes mesmo de serem… women.

Nomes como Tavi GevinsonChloë, Lorde Kiernan Shipka e Elle, são lidos, ouvidos e consumidos pelo mundo adulto – têm, inclusive, além de eu ou você, fãs que vão de Patti Smith a Marc Jacobs.

Muitas vezes, também meio sem querer, usam a moda (ou melhor, seus estilos pessoais) para se fazerem notar. Capas de revistas e constantemente nas colunas de “certo” nas coberturas de tapete vermelho, elas estrelam também campanhas de moda cujo target não é nada teen. Vale lembrar Hailee Steinfeld, indicada ao Oscar aos 14 anos pelo filme Bravura Indômita, dos irmãos Coen, como estrela do inverno 2011 da Miu Miu.

O trunfo dessas garotas é o fato de, mesmo tendo de amadurecer tão cedo, parecerem naturalmente adolescentes. Na maioria dos casos, desejam e produzem sua arte por (e para) si mesmas, sem mirar no estrondoso resultado final.