Isolde Brielmaier e Bettina Prentice – Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Após meses contínuos de isolamento social, a pauta da saúde mental ficou em evidência: de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), mais de 40% dos profissionais de serviços essenciais sofreram ou adquiriram depressão e ansiedade durante a pandemia. Para a população comum, segundo dados da Scielo Saúde Pública, os resultados são semelhantes: 40,4% se sentiram frequentemente tristes ou deprimidos e 52,6%, ansiosos ou nervosos. Além disso, 43,5% relataram início de problemas de sono.

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O aumento de sintomas de estresse ou de transtornos mentais pode ser comprovado pelo aumento considerável de atendimentos de telemedicina, nos quais os profissionais da saúde atendem aos pacientes via chamada de vídeo ou áudio para evitar aglomerações e o contato direto com os pacientes.

Além do isolamento social, boa parte desses problemas também acontece pelo impacto das mudanças na rotina, sobretudo para quem trabalha em home office. Os horários de entrada e saída ficam menos preestabelecidos e o contato frequente por aplicativos de mensagens também se torna gatilho de estresse, mas a falta de uma rotina é um dos principais impulsos para agravar transtornos mentais e possibilitar uma saúde mental comprometida.

Um dos agentes para combater essa rotina comprometida está justamente no vestuário. Estando em casa, não há exigência para se produzir da mesma forma como fazemos ao ir ao local de trabalho presencial, mas há estudos que indicam que o simples hábito de vestir uma roupa não rotineira para trabalhar é capaz de auxiliar a boa saúde da nossa cabeça e melhorar o desempenho durante o dia.

Durante o isolamento, é comum que trabalhemos com roupas informais ou até mesmo de pijama, o que tem suas vantagens e pode ser prazeroso por um curto período de tempo, mas manter essa prática influencia diretamente na nossa autoestima. Isso porque escolher um vestuário exige que a pessoa se sinta bem, que vista algo que a deixe bonita e à vontade com a autoimagem. Sendo assim, o simples fato de nos olharmos no espelho com uma escolha de roupas agradáveis, contentes com a autoimagem, libera uma dose de serotonina – o hormônio da “felicidade”, responsável pelo equilíbrio químico do nosso cérebro.

Vale lembrar que a produção equilibrada de endorfina, serotonina e dopamina – hormônios ligados ao bem-estar –  ajuda na prevenção de transtornos mentais como a ansiedade e a depressão.

Outra razão importante para se arrumar mesmo em casa também está muito atrelada à rotina: com o home office, houve uma mudança brusca na rotina do dia a dia, o que resulta muitas vezes em uma dificuldade para manter o foco e a produtividade altos. Portanto, arrumar-se para o expediente logo cedo faz com que entremos novamente na rotina, com horários preestabelecidos antes do início da jornada de trabalho: tomar um banho, se arrumar e tomar um bom café da manhã antes de começar o expediente são exemplos que equilibram e organizam uma rotina diária.

Essa prática também é capaz de organizar uma rotina mais livre de períodos de procrastinação e com maior resultado, visto que há maior foco e disposição para trabalhar.

Sendo assim, vale a pena acordar um pouquinho mais cedo e investir em um look mesmo para ficar em casa, viu? E, para manter uma energia agradável dentro do nosso lar, o ideal é usar roupas leves e confortáveis!