Salada de pêssego, burrata e manjericão – Foto: Divulgação

Por Igor Zahir

Quando algumas pessoas que me conhecem há décadas me veem na cozinha, sempre sai uma pergunta inevitável: “e o seu paladar infantil?”
Bom, cabe aqui um mea culpa e confissão: eu realmente tenho um paladar infantil para muitas coisas. Tanto que não como uma diversidade de comidas que eu mesmo adoro fazer e que, felizmente, dizem ficar saborosas. Fui um menino que cresceu em apartamento, mimado por avós socialites, em cidade grande, frequentando shopping center, redes de fast-food e parques de diversões. Não tinha aquelas regras de “você precisa comer legumes e verduras”.

No entanto, algumas saladas fazem meu coração bater mais forte. É o caso dessa, que além de ser extremamente prática, contém alguns dos meus ingredientes preferidos: a explosão de sabores da burrata, o lendário queijo da Puglia, no sul da Itália, se mistura ao gosto do pêssego grelhado e, de quebra, tem o manjericão, minha erva preferida. Nessas horas, não tem paladar infantil que resista!

Ingredientes
4 pêssegos cortados em gomos
200 gramas de burrata em pedaços
Folhas de 1 manjericão
1 colher de chá de mostarda Dijon
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
Azeite a gosto
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo
1 – De início, prepare o molho: bata numa tigela a mostarda, o vinagre balsâmico e 3 colheres de sopa de azeite. Reserve.
2 – Unte uma assadeira ou churrasqueira com azeite e deixe-a bem quente para grelhar os pêssegos. Faça isso por 2 a 3 minutos, e vire-os até que eles estejam dourados dos dois lados.
3 – Nessa mesma assadeira, após grelhar os pêssegos, passe rapidamente as folhas de manjericão. Retire-as com cuidado e muita agilidade para não queimar.
4 – Em uma tigela, disponha os pêssegos grelhados, acrescente a burrata e as folhas de manjericão. Espalhe sal e pimenta-do-reino por cima.
5 – Bata novamente o molho de Dijon e regue a salada.
Dica: se preferir, acrescente presunto de parma em tiras finas ou também ligeiramente grelhado no fio de azeite.

*Igor Zahir é consultor de vinhos e gastronomia, e escreve para BAZAAR toda terça-feira