Inès de la Fressange: como é o fim de semana da autêntica parisiense

Ela é um dos nomes mais requisitados da moda francesa

by redação bazaar
Inès de la Fressange - Foto: Getty Images

Inès de la Fressange – Foto: Getty Images

Nada de compromissos, tempo para comer fora com o namorado e, claro, boas taças de vinho. Inès de la Fressange, autêntica parisiense, revela como é um dia inteiro do seu fim de semana à Bazaar. Leia:

7h30
O fim de semana deve ser como miniférias, sem nada para fazer. Comprei, recentemente, um novo apartamento em Paris, então amo estar lá. É bom acordar cedo, mas sem pressa, e ficar na cama. Minha cama é meu bem mais precioso: é muito alta e comprida como uma piscina. Em vez de café, bebo água quente com geleia de gengibre. O gosto é bom e me dá a impressão de que sou saudável.

9h
Tenho dois cachorros, então levo-os para passear. Amo andar pela cidade. Por toda Paris há histórias e nos sentimos parte da História. Passo pelas casas onde Picasso e Hemingway moraram. Nunca faço exercícios, mas ando muito. Às vezes, acho que deveria nadar, mas depois penso no cabelo molhado e com aparência horrível.

Inès de la Fressange - Foto: Getty Images

Inès de la Fressange – Foto: Getty Images

10h
Passo algumas horas lendo revistas e jornais. Meu apartamento tem um pouco do estilo do Brooklyn – os americanos pensariam que parece parisiense, e os franceses achariam que parece americano – e há um milhão de livros, o que o torna aconchegante. Gosto de misturar peças antigas de mercados de pulgas com peças modernas. Esse é o princípio central de design de interiores do “Maison: Parisian Chic at Home”, meu livro com Marin Montagut.

12h
Me arrumo. Como trabalhei para a Chanel por anos, todo mundo espera que meu guarda-roupa seja como um museu da moda, mas não é nada disso. Tenho 15 blusas azuis-marinhos, 12 jaquetas azuis-marinhos, oito pares de jeans brancos e camisas brancas de algodão e seda. Não uso saltos; tudo o que tenho são mocassins pretos e esses lindos slippers de veludo da Roger Vivier, para quando eu quiser estar um pouco mais elegante. Desde que li Marie Kondo, estou obcecada em organizar e não ter muita coisa.

13h
Vou a um restaurante italiano para almoçar com meu namorado. Odeio cozinhar, é muito chato. Depois, vou a uma exposição. Há sempre algo para ver.

Inès de la Fressange - Foto: Getty Images

Inès de la Fressange – Foto: Getty Images

16h
De volta à cama para uma sesta. Não há nada melhor do que adormecer com um livro. Agora estou lendo “O Sal da Vida – O que Faz a Vida… Valer a Pena”, de Françoise Héritier. Meu namorado costumava reclamar que eu estava sempre no computador. Hoje em dia, não trabalho nem vejo e-mails no fim de semana. É essencial para a saúde mental.

19h
Costumamos encontrar alguns amigos em um restaurante próximo para comer ostras e jantar, ir ao cinema ou simplesmente ficamos em casa.

Inès de la Fressange - Foto: Getty Images

Inès de la Fressange – Foto: Getty Images

23H30
Sou a pessoa mais chata do mundo. Depois de duas taças de vinho, durmo. Não tenho como ir a uma boate, e só vou a um evento se for para caridade.

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