Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Em meados de maio, a advogada, modelo e influencer Jessica Kahawaty desfilava estonteante pelo red carpet do Festival de Cinema de Cannes, em um Giambattista Valli, daqueles de tirar o fôlego. Alguns dias antes, vestindo um colete utilitário do Unicef, a australiana, filha de libaneses, visitava um campo de refugiados na Jordânia, perto da fronteira com a Síria. E chamava a atenção do mundo às duras e lamentáveis condições das famílias sírias, em especial os dois milhões de crianças, que lá vivem.

SIGA A BAZAAR NO INSTAGRAM

Jessica transita com facilidade entre esses dois mundos – da realidade mais triste ao glamour dos sonhos -, sempre levando seus 760 mil seguidores do Instagram a acompanhá-la em suas andanças. Nesta última visita aos refugiados sírios, ela encerrou a série de postagens agradecendo aos seguidores: “É hora de voltar para casa, enquanto eles esperam pela reconstrução das deles. Obrigada por ouvirem e assistirem”, escreveu.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Não é à toa que, aos 30 anos, já é considerada, por muitos, a próxima Amal Clooney – que, assim como ela, tem ascendência libanesa e é igualmente linda, inteligente e ativista. Essa foi a terceira missão humanitária de Jessica: em 2016, a modelo já havia sido convidada pela Louis Vuitton e pelo Unicef para visitar um outro campo de refugiados, também na Jordânia, e já esteve também em Bangladesh.

Envolvida em projetos sociais desde os 17 anos, ela usa suas redes sociais para promover um forte apelo de socorro. “Tive a oportunidade de encontrar famílias e crianças e aprender mais sobre o que podemos fazer para ajudá-las. Promovi a causa e pedi a cooperação de meus seguidores para auxiliarem aquelas crianças que não podem viver suas infâncias plenamente”, conta à Bazaar. “Antes de compartilhar minhas experiências nos campos de refugiados nas redes sociais, pensava que meus seguidores só queriam ver posts ligados a moda, beleza e lifestyle. Me dei conta de o quanto os subestimei na primeira vez em que postei uma visita a um campo. Fiquei chocada ao ver tanta compaixão, educação e vontade de ajudar da parte deles”, revela.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

No ano passado, Jessica entrou para o círculo de líderes do Unicef, em que dá palestras sobre adolescência e questões de gênero, em Nova York. “A filantropia deveria partir de cada um de nós. Adotar uma causa cara ao nosso coração e fazer o que puder para ajudar é o que todos deveríamos fazer.”

Dona de uma beleza exótica, com grandes olhos verdes, cabelos negros e corpo esguio, Jessica foi descoberta por um olheiro aos 14 anos. Em pouco tempo, a carreira de modelo deslanchou e a fez levar o título de Miss Austrália e o segundo lugar de Miss Mundo, em 2012.

Três anos depois, enquanto muitas meninas da sua idade escolheriam a tranquilidade de um país como a Austrália, Jessica decidiu se mudar para Dubai, em um momento em que o Oriente Médio – sobretudo as mulheres que lá vivem – sofriam (e ainda sofrem) com discriminação e preconceito. “Minha proximidade com o mundo árabe é grande: meus pais sempre fizeram comida libanesa e faziam questão de que falássemos árabe em casa. Além disso, visitávamos o Líbano todos os anos”, conta.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Ela define os Emirados Árabes como ponto estratégico no mundo. Para uma globe-trotter, que percorre praticamente todas as fashion weeks do planeta, além de eventos e campanhas de moda internacionais, é essencial morar no “centro” do globo. “A moda faz parte de mim, não consigo imaginar minha vida sem ela. Tive a oportunidade de trabalhar com os nomes mais importantes do meio”, diz Jessica, que já estrelou campanhas de marcas como Dior, Louis Vuitton, Valentino, Carolina Herrera e Michael Kors.

Mas a carreira de modelo não foi a sua única escolha. Considerada pelos pais como uma criança cheia de argumentos e determinada a brigar pelos direitos do próximo, ela foi parar nos bancos da faculdade de Direito e se especializou em Direitos Humanos. “Sempre quis lutar pelos que se silenciam e estão em situação degradante. Isso está dentro de mim desde pequena e cresci querendo entender as leis para defendê-los melhor.” É ou não uma forte candidata ao posto de Amal Clooney?

Leia mais:
Camila Coelho: por dentro da primeira coleção de roupas da influencer
Balmain: Cara Delevingne e Olivier Rousteing se unem para nova collab
Gigi Hadid: cinco lições de estilo do ícone fashion americano