Foto: Divulgação

“Em um momento de muitos ruídos e excesso de informação, é cada vez mais importante dedicar parte do nosso tempo para desconectar e olhar para dentro”. Esse foi o ponto de partida da criação do espaço do arquiteto Luciano Dalla Marta para a mostra Modernos Eternos, em sua 7ª edição, realizada em formato 100% digital na Casa Modernista da Rua Bahia, projetada por Gregory Warchavhik.

O ambiente criado por ele tem tons claros, estofados confortáveis e tecidos naturais e possui texturas que convidam à uma experiencia sensorial.

Logo na entrada, bem minimalista com parede revestida em linho, posicionamos um par de arandelas vintage como ponto focal. Entrando na sala, temos uma grande parede com painéis de espelhos envelhecidos e uma importante obra do artista brasiliense Rodrigo Bivar. Ocupando quase toda a extensão desta parede, fica um longo móvel composto de elementos modulares da marca suíça USM na cor off-white.

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A tecnologia de ponta está nas caixas de som alemãs da marca Avantgarde e no toca discos de vinil de mármore, desenhado por Pierre Riffaud para Saint Laurent. O forro e parte das paredes tem materiais acústicos revestidos em tecido, trazendo ainda mais privacidade para o uso do ambiente.

Dois grandes elementos chamam a atenção e equilibram o espaço. O desenho preto e branco do teto que inspirados pelas pinturas contemporâneas de Richard Serra e o tapete, também desenhado pelo estúdio LDM, inspirado em Le Corbusier como uma homenagem ao modernismo dos painéis pintados pelo arquiteto em residências nas décadas de 30 e 50.

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A estante cartesiana em sua divisão, projetada em pergaminho, que abriga uma importante coleção de vinis, ganha uma curva suave, local perfeito para grande escultura do artista Armarinhos Teixeira, que tem como premissa de trabalho o limite entre natureza e arte.

Ancorando o estar, o grande sofá modular em camurça verde, fica em frente às poltronas “Pacha”, de 1975, de Pierre Paulin; e “Alta”, de Oscar Niemeyer, também da década de 70. O complemento perfeito que faz o link entre todas essas peças, é a mesa “Tapis” de latão e mármore “Breccia Oniciata”, do Studio LDM, também de formas orgânicas com inspiração nas curvas desenhadas Burle Marx.

A iluminação é outro ponto importante. Totalmente indireta, as peças podem ser controladas individualmente dependendo do mood da ocasião. No centro fica a luminária “OTTO”, do Studio David Weeks, voltada para cima pensada para destacar a pintura no teto. Distribuídas em todo o ambiente, vás luminárias vintage, passando pela peça de piso da Dominici década de 70 até a luminária de mesa Pipistrello de 1965.