Na capa da Bazaar de novembro, Ludmilla usa look total Nike – Foto de Adriano Damas, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi, beleza de Rodrigo Costa, cabelo por Virginia Alves Grazia e Ludmila Alves Ferreira, produção de moda de Maria Flores Levy e Larissa Romano, produção executiva de Bruno Uchoa, assistente de fotografia Arthur Vahia, assistente de beleza Homero Mancilha, manicure Roberta Munis e tratamento de imagem de Rafael Zambom

Os últimos anos foram insanos para Ludmilla. A explosão de seu sucesso no funk deu brecha à ascensão no pop brasileiro, fazendo com que ela construísse, a cada lançamento, sua própria identidade. Com a fama, um turbilhão de feitos invejáveis na música: dezenas de singles, um punhado de colaborações e incursões pela televisão como apresentadora, e até participação em novela.

SIGA A BAZAAR NO INSTAGRAM

No ano passado, a gravação do DVD “Hello, Mundo” foi uma grande guinada. Ainda lançou este ano o EP “Numanice”, com gravações de pagode, que em breve vai virar projeto audiovisual com participações especiais. Está contando? Ela ainda foi a primeira artista negra da América Latina a obter um bilhão de streams no Spotify.

Camisa Louis Vuitton, saia Intimissimi, brincos Eduardo Caires, meias e tênis Nike – Foto de Adriano Damas, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi, beleza de Rodrigo Costa, cabelo por Virginia Alves Grazia e Ludmila Alves Ferreira, produção de moda de Maria Flores Levy e Larissa Romano, produção executiva de Bruno Uchoa, assistente de fotografia Arthur Vahia, assistente de beleza Homero Mancilha, manicure Roberta Munis e tratamento de imagem de Rafael Zambom

“Quando olho de fora, me emociono, porque foi muito osso chegar aqui, sabe? Trabalhos totalmente surreais, muitos ‘nãos’, pessoas e situações que me colocaram para baixo”, conta à Bazaar. Este mês, ainda lança o single “Rainha da Favela”, que no dia deste shooting passava pelo último crivo da cantora para ajustes finais – o lançamento virá com apresentação no Prêmio Multishow de Música Brasileira, agora em novembro.

Visibilidade preta

Ludmilla usa body, top e calça Nike e sapatos Balmain – Foto de Adriano Damas, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi, beleza de Rodrigo Costa, cabelo por Virginia Alves Grazia e Ludmila Alves Ferreira, produção de moda de Maria Flores Levy e Larissa Romano, produção executiva de Bruno Uchoa, assistente de fotografia Arthur Vahia, assistente de beleza Homero Mancilha, manicure Roberta Munis e tratamento de imagem de Rafael Zambom

Aos 25 anos, o autoconhecimento vem sendo para Ludmilla uma importante ferramenta na jornada de transição de menina para mulher. Com bastante orgulho dessa evolução (sem ajuda de terapia, mas com bastante fé em Deus e os dois pés fincados no chão), as críticas do passado dão lugar à luta por visibilidade preta.

Camisa de couro Nk
e top Nike – Foto de Adriano Damas, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi, beleza de Rodrigo Costa, cabelo por Virginia Alves Grazia e Ludmila Alves Ferreira, produção de moda de Maria Flores Levy e Larissa Romano, produção executiva de Bruno Uchoa, assistente de fotografia Arthur Vahia, assistente de beleza Homero Mancilha, manicure Roberta Munis e tratamento de imagem de Rafael Zambom

“Tem gente que adora fazer mimimi, vive falando ‘nossa, mas ela fala como se pretos não chegassem lá’ e enumera as mesmas pessoas para representar a ideia. Você, por acaso, conta nos dedos quantos brancos fizeram algo brilhante? Não. Pretos também são brilhantes.”

Camisa de couro Nk
e top Nike – Foto de Adriano Damas, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi, beleza de Rodrigo Costa, cabelo por Virginia Alves Grazia e Ludmila Alves Ferreira, produção de moda de Maria Flores Levy e Larissa Romano, produção executiva de Bruno Uchoa, assistente de fotografia Arthur Vahia, assistente de beleza Homero Mancilha, manicure Roberta Munis e tratamento de imagem de Rafael Zambom

Antenada aos índices sócio-culturais, demorou a entender sua potência enquanto representatividade. “Fui percebendo que muitas coisas que passava eram, sim, racismo. Vivia em um lugar majoritariamente de pretos, em que todos tinham uma condição social parecida e não tinha isso”, recorda. Hoje, com discurso mais firme, tentam silenciá-la. “Assim fazem com mulheres negras: se ela reclama por seus direitos, é histérica, barraqueira…”

Dança

Jumpsuit Ken-gá e colares Hector Albertazzi – Foto de Adriano Damas, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi, beleza de Rodrigo Costa, cabelo por Virginia Alves Grazia e Ludmila Alves Ferreira, produção de moda de Maria Flores Levy e Larissa Romano, produção executiva de Bruno Uchoa, assistente de fotografia Arthur Vahia, assistente de beleza Homero Mancilha, manicure Roberta Munis e tratamento de imagem de Rafael Zambom

Quem olha Ludmilla no palco – ainda que em uma live –, não imagina sua timidez. É um trabalho de libertação constante. “Mas quando danço, meu bem, meu coração me guia para o inimaginável. Me sinto enorme”, empolga-se. Não é à toa que, no mês da Consciência Negra, estrela, ao lado do grupo Turmalinas Negras, a nova campanha da Nike que fala de liberdade e autoestima por meio da dança, com reflexo em outras áreas, como saúde física e mental.

Body e top Nike, calçinha Lenny Niemeyer e colar Hector Albertazzi – Foto de Adriano Damas, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi, beleza de Rodrigo Costa, cabelo por Virginia Alves Grazia e Ludmila Alves Ferreira, produção de moda de Maria Flores Levy e Larissa Romano, produção executiva de Bruno Uchoa, assistente de fotografia Arthur Vahia, assistente de beleza Homero Mancilha, manicure Roberta Munis e tratamento de imagem de Rafael Zambom

“Meu trabalho é sobre o canto, o ritmo e a dança. Quando estou no palco, é meu coração que canta.” Sentir o ritmo fluir pelo corpo, para ela, é sinônimo de felicidade. “Ser escolhida por uma marca que admiro tanto torna as coisas mais simples, fáceis e transparentes.”

Body e top Nike, calçinha Lenny Niemeyer e colar Hector Albertazzi – Foto de Adriano Damas, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi, beleza de Rodrigo Costa, cabelo por Virginia Alves Grazia e Ludmila Alves Ferreira, produção de moda de Maria Flores Levy e Larissa Romano, produção executiva de Bruno Uchoa, assistente de fotografia Arthur Vahia, assistente de beleza Homero Mancilha, manicure Roberta Munis e tratamento de imagem de Rafael Zambom

Com a carreira musical consolidada, no ano passado veio a público anunciar seu namoro e, em seguida, o casamento-surpresa com Brunna Gonçalves, “amiga e confidente”, com quem trabalha (a dançarina integra seu balé). Na ocasião, ganhou respeito e admiração. “Tenho consciência de que sou uma exceção. É muito difícil expor a sexualidade, eu mesma tinha um medo absurdo de o público saber e se decepcionar, acredita?”, desabafa.

Com uma família acolhedora, o apoio foi essencial para mostrar que ser LGBTQIA+ vai além dos rótulos. “Se normal é julgar os outros, eu adoro ser anormal. Sou bi, tenho orgulho da minha trajetória.”

Body e top Nike, calçinha Lenny Niemeyer e colar Hector Albertazzi – Foto de Adriano Damas, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi, beleza de Rodrigo Costa, cabelo por Virginia Alves Grazia e Ludmila Alves Ferreira, produção de moda de Maria Flores Levy e Larissa Romano, produção executiva de Bruno Uchoa, assistente de fotografia Arthur Vahia, assistente de beleza Homero Mancilha, manicure Roberta Munis e tratamento de imagem de Rafael Zambom

Com mais de 22 milhões de seguidores só no Instagram, Lud acredita na potência das redes sociais como forma de aproximação com os fãs, com e sem filtros. E se existe alguma cobrança de hipersexualização só porque produz funk, ela deixa isso para “os preconceituosos de plantão”.

Body e top Nike, casaco Ken-gá e colar Hector Albertazzi – Foto de Adriano Damas, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi, beleza de Rodrigo Costa, cabelo por Virginia Alves Grazia e Ludmila Alves Ferreira, produção de moda de Maria Flores Levy e Larissa Romano, produção executiva de Bruno Uchoa, assistente de fotografia Arthur Vahia, assistente de beleza Homero Mancilha, manicure Roberta Munis e tratamento de imagem de Rafael Zambom

Sua verdade está nas roupas, coreografias e na própria atitude. Disposta a pôr abaixo o machismo, quer que sua voz ressoe nessa batalha, já que sua geração está disposta a mudar o curso da história. “A mulher é livre para usar seu corpo como quiser. Se alguém vê algum mal nisso, o problema é de quem olha”, rebate.

Body e top Nike, casaco Ken-gá e colar Hector Albertazzi – Foto de Adriano Damas, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi, beleza de Rodrigo Costa, cabelo por Virginia Alves Grazia e Ludmila Alves Ferreira, produção de moda de Maria Flores Levy e Larissa Romano, produção executiva de Bruno Uchoa, assistente de fotografia Arthur Vahia, assistente de beleza Homero Mancilha, manicure Roberta Munis e tratamento de imagem de Rafael Zambom

Deu para sentir a verve ariana da fluminense, que hoje vive na Ilha do Governador. Ela mesma admite que, quando tem uma ideia, sai de baixo! Até colocar em prática, não sossega. “Deixo o povo doido, mas tem que ser assim, senão, não sai.” Com a aproximação de artistas internacionais apontando para uma carreira no exterior – e um feat. com Cardi B a caminho, Lud manda avisar: “Se prepara”. Desafio? É com ela mesma!

Ludmilla usa body e top Nike, calçinha Lenny Niemeyer e colar Hector Albertazzi na capa digital da Bazaar – Foto de Adriano Damas, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi, beleza de Rodrigo Costa, cabelo por Virginia Alves Grazia e Ludmila Alves Ferreira, produção de moda de Maria Flores Levy e Larissa Romano, produção executiva de Bruno Uchoa, assistente de fotografia Arthur Vahia, assistente de beleza Homero Mancilha, manicure Roberta Munis e tratamento de imagem de Rafael Zambom