Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

As previsões para 2021 ainda não são as mais otimistas. Em meio às menores expectativas de vacina neste ano, líderes do setor de saúde estimam que a pandemia de coronavírus ainda estará presente no segundo semestre do próximo ano.

Uma pesquisa feita pela Lazard com 221 executivos e investidores do setor de saúde apontou que a disponibilidade de uma vacina eficaz é a principal preocupação de 71% dos entrevistados e, para eles, o fator mais importante para estabelecer certa previsibilidade pós-pandemia é uma vacina eficaz e com ampla disponibilidade.

Depois de meses em isolamento social e cerca de nove meses de pandemia no Brasil, o brasileiro conseguiu desenvolver resiliência para enfrentar os dias difíceis, mas, para os meses futuros, será necessário resistência e outras habilidades socioemocionais.

Carla Furtado, mestre em Psicologia e fundadora do Instituto Feliciência, aponta seis etapas essenciais para enfrentar 2021 com maestria e ser mais feliz.

Primeiro, restabeleça o olhar para o horizonte

“Essa é uma tendência que se tem, vemos isso muito presente nas redes sociais: a reclamação de que foi um ano ruim, porque os objetivos não foram atingidos, e normalmente são objetivos materiais, coisas externas. Pare de olhar para o passado como algo que não foi suficientemente bom e restabeleça o olhar para o horizonte à sua frente. A vida acontece no aqui e agora. A vida está acontecendo hoje, nesse exato momento. Então, quanto mais presente conseguirmos estar nesse exato momento da vida, mais felizes somos capazes de ser”, aconselha Carla.

Invista em emoções positivas

“O que lhe traz emoções positivas? Isso não tem nada a ver com bens materiais e de consumo. O que me traz emoções positivas verdadeiras? Invista nisso”, aponta Carla. A especialista indica ainda encontrar um hobby, “pode ser ter contato com a natureza, fazer atividade física, ter mais tempo com a família. Essas são coisas que não posso comprar com o dinheiro, mas que exigem uma decisão e uma dedicação”.

Engajamento

Procurar algo que cause prazer e que não seja feito por obrigação, é outro fator importante para se tornar mais feliz e resistente às adversidades. “Perceba também o que lhe causa uma sensação de engajamento, que é quando faço algo que não percebo o tempo passar, tamanha é a minha satisfação. Pode ser cozinhar para a família, por exemplo. Isso, portanto, tem de estar presente na minha vida, tenho que priorizar. Isso é um aporte de felicidade”, diz Carla.

Relações nutritivas

“Se fosse falar de um único aspecto capaz de impactar muitíssimo a felicidade falaría das relações nutritivas. Temos de ter tempo para as pessoas que nos fazem bem. Se não tenho tempo, devo começar a colocar na minha agenda. Do mesmo jeito que agendo compromissos, tenho que agendar tempo com as pessoas que são importantes na minha existência. Não são só filhos, marido ou esposa. São também os amigos, colegas de trabalho, enfim, pessoas que me enriquecem. Elas têm que estar presentes na minha vida”, explica a especialista.

Vida com propósito

“Devemos pensar sobre qual é o nosso propósito na vida. Falo em propósito como aquilo que não é bom só para mim, mas algo que faço e que é bom para as outras pessoas. Tenho que ter espaço na minha vida para isso. Isso traz imenso aporte de felicidade e está conectado à generosidade. É o que faço além de mim mesmo”.

Metas

Somente depois de todas as outras etapas, de organizar a vida e relações no hoje, é que devemos pensar no que queremos para os próximos meses. “Em sexto lugar, aí sim, devemos pensar quais são as minhas metas. Algo material, pode ser algo relacionado à carreira, é importante sim, mas é um quinto da nossa felicidade”, finaliza Carla.