Agnes Nunes – Foto: Divulgação

“Sou uma mulher que corre atrás dos seus sonhos, que se aceita e se ama do jeitinho que é”, avisa a cantora Agnes Nunes, com a típica segurança da geração Z. Por sinal, ela, que tem apenas 19 anos – nasceu em Feira de Santana, na Bahia, foi criada entre Sousa e Campina Grande, na Paraíba, e agora está em voo solo no Rio de Janeiro -, sabe que está na dianteira de um movimento que contribui para que o coletivo pense mais sobre as diferenças do mundo. “Espero que sejamos mais libertos, empáticos e felizes”, diz, em uma rara pausa do trabalho.

A moça está imersa na gravação do seu primeiro álbum e acaba de finalizar o single “VISH” – e já coleciona elogios de um séquito público, que vai de Caetano Veloso a Seu Jorge, passando pela diva Elza Soares. “Estou muito animada com esse projeto, que é a junção de todas as minhas versões. E como sou uma sonhadora confessa, agora tenho me dedicado a praticar a lei da atração, pois acredito que somos aquilo que atraímos”.

E prossegue: “É muito difícil viver com medo, sem a troca do contato físico. A pandemia nos obrigou a encarar o abismo de desigualdades sociais a que estamos expostos. Gostaria que os políticos brasileiros pudessem enxergar essas lacunas e fossem capazes de se colocar no lugar do povo. Acho que todos nós tivemos que aprender a nos reinventar nesse momento e a dar valor para as pequenas coisas do cotidiano. Agora percebo que as pessoas estão precisando muito mais de música, porque isso as ajuda a aliviar os sentimentos ruins. No fim, imagino que estou semeando sentimentos bons e faço o possível para olhar para o presente e continuar no caminho certo, sempre na direção daquilo que quero, sem soltar a mão de quem eu amo.”