Sophia Bush usa sua influência para defender bandeiras de igualdade e respeito – Foto: Getty Images

Você deve conhecer Sophia Bush como a Verônica, de “Love, Victor”, que acabou de voltar a gravar a nova temporada para o Hulu. Se for um pouquinho mais velho, deve lembrar dela como a Brooke Davis, da série “One Tree Hill”. Sem nunca ter pisado no Brasil, quer conhecer o DOM, premiado restaurante do amigo Alex Atala, na capital paulista. “Nossa amizade começou com o trabalho em defesa do meio ambiente e sigo de perto os esforços dele para preservar a floresta.”

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Passando a quarentena em sua casa, em Los Angeles, nos Estados Unidos, passou boa parte do ano trabalhando de casa no seu meu podcast, “Work In Progress”, e na eleição presidencial americana, com a sua ONG I Am A Voter.

“Foi horrível ver nosso presidente disposto a politizar o coronavírus. Ele colocou em perigo e prejudicou os norte-americanos. Acho que esse fator fez da eleição algo incrivelmente pessoal para muita gente que perdeu pessoas amadas”, opina. “Ver líderes políticos lucrando enquanto as pessoas morriam foi péssimo. Sinal de que precisávamos de uma grande e necessária mudança.”

Apaixonada por uísque, ela é uma das entrevistadas do documentário “The Man Who Walked Around The World”, que trata dos 200 anos de Johnnie Walker (marca que é embaixadora), disponível no Prime Video. Aos 38 anos, lembra que lá pelos 20, a paixão pela bebida surpreendia bartenders e amigos. Hoje, não mais. “Adoro o romance clássico do whisky, a história dele, e faço questão de um bom ‘old fashioned’. Tenho um pé de laranja no meu quintal, então sei preparar um ótimo”, garante.

Sophia Bush em um dos eventos de Jane Walker by Johnnie Walker, em março, em Nova York (Foto: Getty Images)

Novos desafios

Em novembro, rodou um filme chamado “Deborah”, que tinha dado pausa por conta da pandemia. Condensaram o trabalho e filmaram durante três semanas e meia, com o elenco e a produção fazendo quarentena juntos. Sua nova série “Good Sam” foi adiada em um ano por causa da pandemia e, se tudo der certo e for seguro, volta às filmagens em fevereiro. Deslize para ler a entrevista à Bazaar!

A pandemia foi um momento de reflexão. Você consegue olhar para ela com algum positivismo? Teve algum ato importante para você nesse cenário?
É de cortar o coração ver tanto sofrimento e devastação enquanto a pandemia percorre o mundo e afeta ainda mais as populações já em risco. Acredito – ou, pelo menos, espero – que um ponto positivo é ver as pessoas reconhecendo a humanidade dos outros. Não existe isso de “nós ou eles”, estamos nessa, como um planeta, juntos. Do vírus à mudança climática, espero que a realidade do quanto as pessoas precisam umas das outras e do planeta tenha ficado clara. Para mim, cuidar uns dos outros e do nosso planeta é mais urgente do que nunca.

Com o boom das plataformas de streaming, há sempre uma esperança de que os clássicos voltem para uma espécie de “reunião”. Houve um rumor de que One Tree Hill voltaria. Há alguma possibilidade?
Sempre há um boato! Não sei de onde isso vem, mas para nós é uma delícia ver que os fãs ainda amam tanto a série. Somos um grupo unido de amigos e sempre buscamos jeitos de nos encontrarmos ou trabalharmos juntos de novo. Eu , Joy (Bethany Joy Lenz, que fazia a Haley James Scott) e Hilarie (Burton, a Peyton Sawyer) temos um projeto em andamento, tomara que possamos contar logo a novidade!

Pelas suas redes sociais, pudemos perceber um engajamento político. Quais são as causas que defende e como esse ativismo faz parte da sua vida?
As pessoas merecem viver com segurança, com acesso a serviços que permitam a vida, liberdade e busca da felicidade. Acredito que a justiça seja fundamental e que a igualdade beneficia a todos nós. O que faço é ajudar nessa luta, educar as pessoas e defendê-las. Da igualdade de gênero ao meio ambiente, do direito ao voto aos direitos dos LGBTQ+. Todos nós merecemos ser representados e respeitados.

Você faz parte do documentário The Man Who Walked around the World, falando sobre equidade de gênero. Como enxerga esse desafio na indústria do entretenimento?
A igualdade de gênero, como uma conversa pública e modo de vida, está muito atrasada. As capacidades das mulheres têm sido ignoradas ou menosprezadas por gerações. Os resultados prejudicam tanto a elas quanto aos homens. Vemos isso do mundo acadêmico à indústria do entretenimento, mas fico muito encorajada em ver tantas mulheres no entretenimento usando sua plataforma para forçar o mundo a reconhecer a realidade da discriminação. Da diferença salarial ao movimento #MeToo, estamos apoiando umas às outras e em todos os setores enquanto nos unimos na luta para mudar sistemas opressores.

Você já veio ao Brasil? Deixe uma mensagem aos seus fãs…
Nunca fui ao Brasil, mas sempre quis! Tinha planejado uma viagem anos atrás, mas precisei cancelar por causa do trabalho – então ainda está no topo da minha lista. Mal posso esperar para ver de tudo, das cidades ao Amazonas. Quanto aos fãs, sou muito grata aos brasileiros que apoiam meu trabalho. Eles são algumas das pessoas mais engajadas em meus canais, nas redes sociais, e isso significa muito para mim.