Foto: Getty Images

O universo do entretenimento nunca foi extremamente receptivo a mulheres gordas. A pressão estética exige que atrizes, cantoras, apresentadoras e outras artistas tenham que seguir um peso considerado ideal – e, na maioria das vezes, pouco saudável e perigoso. Aos poucos, mulheres fortes conseguem fazer com que seu talento se sobressalte a sua aparência estética e e lembram a sociedade que talento não tem nada a ver com peso.

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Uma dessas personalidades que se tornou porta-voz contra a gordofobia e qualquer tipo de pressão estética é Amy Schumer. A comediante, atriz, escritora e produtora começou sua carreira ao participar de um reality show que promovia uma competição entre humoristas, em 2007. A partir de 2013, começou a escrever, protagonizar e dirigir seu próprio programa, chamado “Inside Amy Schumer”, que foi cinco vezes indicado ao Emmy.

Em 2016, Amy publicou uma autobiografia chamada “The Girl with the Lower Back Tattoo”, que ficou no topo da lista de best sellers do The New York Times por duas semanas. Suas contribuições para o cinema não passam despercebidas, principalmente os filmes “Descompensada” – do qual também é roteirista – e a comédia “Sexy Por Acidente”.

No mesmo ano do lançamento de seu livro, Amy entrou para a lista da “Forbes” de comediantes mais bem pagos, ficando em quarto lugar. A conquista marcou a história, já que a artista foi a primeira comediante mulher a aparecer na relação – feita anualmente. O marco é importante não só para a artista, mas para todas as comediantes que – por diferenças salariais entre gêneros -, não tiveram a oportunidade de aparecer na lista.

Pressão estética

Mesmo sempre afirmando se sentir segura com seu corpo, Amy Schumer é constantemente alvo de críticas e comentários negativos. Em 2017, ao estampar a capa da revista InStyle usando um maiô, a artista foi duramente criticada, chegando a ser vítima da designer da peça que usava. “Vocês não encontraram ninguém melhor para essa capa? Nem todo mundo deveria estar em um maiô”, comentou Dana Duggan na época.

“O lado bom de não ser uma modelo é que não é isso que troco. Quando começar a envelhecer, isso não irá me afetar. Nunca consegui fazer nada porque sou, tipo, tão linda. Sou bonita o suficiente para trabalhar no meio”, disse Amy em entrevista à publicação.

Na comédia “I Feel Pretty”, a atriz discute o que a mulher pode alcançar quando acredita em si mesma. Apesar de ter sido vítima de críticas de que o filme era semelhante ao longa “O Amor É Cego” – em que Jack Black se apaixona por uma mulher gorda apenas por enxergá-la como uma bela mulher magra -, a produção estrelada por Amy Schumer reforça que a auto-estima é uma característica essencial para que alcancemos nossos sonhos – e que ela pode (e deve!) existir em diferentes corpos.