Mulheres que Inspiram: Especial Dia Internacional da Mulher
Jal Vieira, Solange Borges, Letticia Munniz, Karla Batista, Helena Vieira e Laura Magri – Fotos: Divulgação

O dia 8 de março é visto por muitos como um dia de celebração, mas, na realidade, deve ser um lembrete de uma luta por igualdade de gênero que dura décadas – e que não mostra sinais de terminar. Segurança, respeito, igualdade salarial, de oportunidades e de visibilidade são algumas das reivindicações que continuamos clamando e batalhando para alcançar.

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Mas ninguém luta sozinha. Há milhares de mulheres escancarando portas para outras trilharem caminhos ainda mais inspiradores. Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, a Bazaar selecionou histórias exemplares de diversas frentes. Além dos textos reunidos aqui, você encontra o depoimento de outras mulheres nos nossos Stories e na coluna semanal Mulheres que Inspiram.

Jal Vieira

Nascida na Brasilândia, bairro periférico da capital paulista, e primeira da sua família a conquistar um diploma universitário, Jal Vieira sempre esteve às margens dos “padrões” impostos pela sociedade.

“Além de começar em uma indústria que por si só já exclui corpos nos quais não estejam dentro dos manequins 36-38, para piorar, o meu start na moda se deu em um ambiente em que escutava, durante alguns castings que acompanhei, que a modelo estava gorda – moças que vestiam 34-36! Fora a problemática de utilizarem ‘gorda’ de forma pejorativa, como se essa característica fosse ruim”, conta.

Leia seu depoimento na íntegra.

Solange Borges

A história de Solange Borges, empreendedora, tem forte ligação com a mãe, que era baiana de acarajé – ofício que ela também experimentou. Antes de se lançar à frente do projeto Comida de Terreiro, que acontece na agrovila Pinhão Manso, em Camaçari (BA), onde vivem aproximadamente 120 famílias, Solange percorreu uma longa trajetória como faxineira, empregada doméstica, manicure e vendedora.

Leia mais sobre este projeto e outras iniciativas incríveis comandadas por Solange.

Letticia Muniz

Várias modelos “reais” têm brilhado no universo fashion, entre elas, Letticia Munniz. A capixaba admite que ela se questionou sobre a escolha da carreira, mas encontrou no amor próprio força para driblar as diversidades.

“Quando você entra em um set com pessoas dentro do padrão magro e elas contam com uma porção de roupas fashionistas e você tem disponível meia dúzia de peças sem graça, mesmo que ninguém fale nada, isso incomoda. Então aprendi a transformar o meu incômodo em questionamento – e passei a exteriorizar, inclusive para as marcas, aquilo que sinto”, diz.

Conheça melhor sua trajetória.

Karla Batista

“Às vezes, sinto as mulheres muito fragmentadas, e não entendo a razão de empreendermos sozinhas em vez de priorizar a construção de redes. O cenário já é injusto devido ao machismo, então não faz sentido que a concorrência entre as mulheres seja mais forte do que a sororidade. Para mim, o sucesso de qualquer negócio depende da constituição de uma rede de contatos saudável, além da troca permanente de conhecimento. É importante conversar, acolher e apoiar outras empreendedoras, e sempre confiar no seu trabalho”, afirma Karla Batista.

Veja mais sobre Karla e sua marca de joias criadas à partir de upcycling, a Azulerde.

Helena Vieira

“É evidente que existe um estereótipo do sucesso, daquilo que se pensa de alguém de sucesso. Essa imagem foi produzida como eurocêntrica e magra porque a colonização não foi apenas política e econômica, mas uma dominação subjetiva, o que podemos chamar de ‘colonialidade do poder’, que estabeleceu uma ‘idealidade corporal’. Para o homem, o corpo é o do guerreiro, viril, masculino, e para a mulher, ele tem que ser delicado, frágil e magro”, explica Helena Vieira.

Leia a relação entre moda, história e gordofobia relatados pela escritora, ativista transfeminista, assessora para a cultura da diversidade e colunista da Harper’s Bazaar.

Laura Magri

Depois de ser sócia de uma agência de comunicação, Laura Magri partiu para um mercado altamente rentável, o erótico – com cifras que ultrapassam a casa de 1 bilhão de reais por ano –, porém, cercado por falsos moralismos. Em 2015, ela se juntou a mais de 100 mil empresários do segmento, e deu início as operações da Nuasis, e-commerce de sex toys feitos para atender todos os públicos.

Leia a entrevista com a empresária na íntegra.