Foto: Now Fashion
Halima na passarela do verão 2020 da Tommy Hilfiger x Zendaya – Foto: Now Fashion

O simples fato de tomar o primeiro passo faz tudo acontecer. Afinal, um único primeiro momento de uma ação pode ter um impacto incrível no mundo. Foi pensando desta maneira que Halima Aden se apresentou ao mundo da moda com o seu hijab – lenço usado na cabeça por mulheres muçulmanas. Por sua força e iniciativa, a queniana é a personagem da coluna “Mulheres que Inspiram” desta segunda-feira (07.10).

Veja a seguir:

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Hoje, aos 22 anos, Halima é uma das mulheres mais empoderadas do universo fashion. Além de embaixadora oficial da Unicef, ela é também uma das musas da Pandora e já foi um dos nomes do BOF 500 – uma lista de nomes organizada pelo veículo “Business Of Fashion”, com as pessoas que moldam a moda a cada ano.

A modelo causou furor na indústria do entretenimento quando participou do Miss Estados Unidos com o hijab. Halima foi a primeira mulher a não dispensar o lenço de sua religião dentro do concurso e fez história. A  queniana não conquistou o posto de Miss Minesotta – ficou entre as semifinalistas – mas sim, algo muito maior: ela chamou a atenção da IMG Models, e assinou um contrato com a agência de modelos. Desde então, ela não parou mais.

Em entrevista à Pandora, Halima falou sobre empoderamento, suas experiências e sobre seu propósito como profissional na moda. Sobre sua voz como ativista, ela afirma: “achar minha voz veio da vontade de me colocar para fora e ser a primeira como eu, em vários lugares. Porque eu nunca vi ninguém que parecia comigo na televisão ou na indústria fashionista. Eu decidi ser a primeira a explorar esses lugares. Queria que as meninas mais novas no meu colégio me vissem como exemplo de pioneirismo e sucesso”.

Aproveitando sua visibilidade, ela também pensa em usar sua imagem ao lado da joalheria para espalhar a mensagem de inclusão. “Quero fazer as pessoas entenderem que, mesmo se elas não forem convidadas à mesa, elas devem tentar entrar na conversa”, afirma Halima sobre a urgência da população criar coragem para mostrar sua voz.

Em julho de 2018, a modelo se tornou embaixadora da Unifecef: “o trabalho que estou fazendo com a Unicef é incrível. Eu era refugiada e agora sou embaixadora oficial. Considero isso um cíclo completo, que me ajuda a seguir em frente e ver esperança”.

Halima também afirma se sentir ainda mais empoderada quando conta sua história: “se eu puder inspirar outra pessoa que nunca se sentiu representada, então isso é o que vale para mim”.

Foto: Reprodução/Instagram/@halima
Foto: Reprodução/Instagram/@halima
Foto: Reprodução/Instagram/@halima
Foto: Reprodução/Instagram/@halima

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