Foto: Divulgação

Num dos países mais livres do mundo, pátria da cantora Björk e do escritor Halldór Laxness, vencedor do Nobel de Literatura, transgredir faz parte dos costumes. E é nessa seara que surge Katrín Jakobsdóttir, que ingressou na política da Islândia aos 27 anos, quando foi conduzida à vice-presidência do partido Esquerda Verde.

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Depois de uma surpreendente trajetória institucional, ela assumiu como primeira-ministra, em 2017. Estilosa e fã dos casacões vermelhos, divide as tarefas parlamentares com a maternidade de três filhos e os trabalhos nas áreas de Educação e Comunicação.

O sucesso do modelo de gestão humanizado e o confinamento, antes mesmo de os registros de infectados, colocam o pequeno país, de 364 mil habitantes, entre os tops no combate à Covid-19. Em um levantamento feito até 27 de abril, dez pessoas haviam morrido com a doença.

Trajetória

Katrín Jakobsdóttir nasceu em Reykjavík, capital da Islândia, e foi criada em uma família de poetas, acadêmicos e políticos. Formou-se pela Universidade da Islândia em 1999, aos 22 anos, com bacharelado em islandês e francês. Em 2004, conquistou um mestrado em artes – na mesma universidade – após apresentar uma tese sobre Arnaldur Indriôason, famoso escritor de literatura criminal.

Sua trajetória na política ainda é muito recente, se pensarmos na velocidade em que subiu nos cargos. Depois de ser vice-presidente do partido Esquerda Verde, se tornou presidente da chapa em 2013 – cargo que exerceu até ser eleita como primeira-ministra. Se tornou deputada do Parlamento da Islândia em 2007 e, entre 2009 e 2013, foi Ministra da Educação, Ciência e Cultura.

Como muitas mulheres, Katrín consciliou diversas tarefas profissionais e pessoais ao longo dos anos: casamento, gestação e criação de três filhos, trabalhos na área de educação, comunicações e jornalismo – até 2007 – e suas atividades políticas. Em 2017, com 41 anos, assumiu o cargo de primeira-ministra, sendo a segunda mulher a ocupar esta função.

Cientistas políticos afirmam que seu governo combina ênfases econômicas e sociais convencionais, como apoio às regiões e indústrias primárias, com oposição à integração européia. A maneira rápida e eficiente como tomou decisões referentes à prevenção da Covid-19, Katrín Jakobsdóttir entrou para uma lista – infelizmente pequena – de políticas que deram a atenção necessária à pandemia, ao lado de Tsai Ing-Wen e Angela Merkel.