A cineasta brasileira Petra Costa – Foto: Divulgação

Cada um se adapta de uma maneira neste tempo de isolamento. Enquanto alguns aproveitam para se atualizar em séries, livros e filmes, outros sentem a necessidade de estar em movimento de alguma maneira e existe uma parcela que não sente animo para recorrer a distrações, o que também é normal. Mas a verdade é uma só: precisamos de escapes para manter a sanidade em um momento tão difícil e novo.

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Para quem não quer deixar a cabeça parar de funcionar neste momento, recorrer a estudos, livros e artigos pode ser uma boa opção. Os documentários são produções perfeitas para conhecermos diferentes realidades e nos aprofundarmos em algum assunto, ao mesmo tempo que usa ferramentas audiovisuais para ilustrar e emocionar seus espectadores.

Na coluna “Mulheres que Inspiram” desta semana, conheça três documentaristas para assistir durante a quarentena – e continuar acompanhando depois que tudo isso passar:

Petra Costa

Depois que seu documentário “Democracia em Vertigem” foi nomeado ao Oscar, Petra Costa ganhou ainda mais reconhecimento pelo seu trabalho, que tem um caráter ensaístico. Além da produção que analisa o processo de impeachment de Dilma Roussef, a cineasta começou sua carreira com o curta “Olhos de Ressaca”, lançando depois o longa “Elena”, inspirado na irmã de Petra, que se suicidou quando ela tinha 13 anos.

Paula Sacchetta

Foto: Reprodução/Instagram/@paulasacchetta

Formada em jornalismo, Paula trabalha há alguns anos como documentarista e lançou seu longa “Precisamos Falar do Assédio” em 2016, que rodou por diversos festivais nacionais e internacionais. A produção transmidiática se estende para um site interativo e e foi feito em uma van-estúdio que percorreu São Paulo e Rio de Janeiro coletando depoimentos de mulheres que já foram vítimas de algum tipo de assédio.

Paula também dirigiu “Verdade 12.528”, sobre a Comissão Nacional da Verdade, “Quanto Mais Presos, Maior o Lucro”, que discute a chegada das penitenciárias privadas ao Brasil, e, atualmente, dirige ao lado de André Bomfim a série “Famílias”.

Eliza Capai

Foto: Reprodução/Instagram/@elizacapai

Documentarista que trabalha com temáticas relacionadas a gênero e sociedade, Eliza Capai tem uma longa lista de produções em que assina a direção e roteiro, incluindo quatro séries para televisão e três longa-metragens documentais. Entre os trabalhos, “Tão Longe É Aqui” relata a situação feminina a partir de uma viagem pela África, “O Jabuti e a Anta” discute as hidrelétricas amazônicas a partir de personagens ribeirinhas e indígenas e “Espero Tua (Re)Volta” é um retrato do movimento estudantil que ganhou força a partir de 2015.