Natalie Portman com conjuntinho do pre-fall 2013 da Dio, na abertura da expo "Miss Dior" no Grand Palais, em Paris - Fotos: Getty Images
Natalie Portman com conjuntinho do pre-fall 2013 da Dio, na abertura da expo “Miss Dior” no Grand Palais, em Paris – Fotos: Getty Images

Por Cibele Maciet de Paris

Natalie Portman, garota propaganda da Dior, fez uma aparição relâmpago ontem à noite no cocktail oferecido pela maison no Mini Palais, restaurante do Grand Palais, local que abriga a expo em homenagem ao mítico perfume Miss Dior. Com bustiê branco e calça preta embaixo de um longo casaco pink (claro, todo da Dior), a atriz foi discreta e não tardou a partir discretamente, quase à inglesa.

Sem problemas, a noite continuou em festa com a histórica construção vestida de pied de poule, rosas e laços, códigos eternos de casa francesa. A mostra, que começa nesta quarta-feira (13.11) e fica em cartaz até o dia 25, conta a história do perfume Miss Dior, criado em 1947 em paralelo a  primeira coleção New Look da label. “Quis criar o cheiro do amor com esse perfume”, declararia Christian Dior, à época de sua criação.

Na expo, a fragrância ganha ares de obra de arte com esculturas, instalações, vídeos e fotografias de 15 artistas mulheres que recontam sua visão do aroma. Dentre elas, a portuguesa Joana Vasconcelos, que já expos obras gigantescas no Château de Versailles, com um laço de rosa feito de luzes; as americanas Polly Apfelbaum, que criou um tapete em pied de poule; Karen Kilimnik, com uma instalação romântica e particular para o perfume; a italiana Carla Mattii, que mostrou um canteiro de diversos tipos de rosas; a eslovena Nika Zupanc, que fez sucesso com uma gaiola preta com motivos da maison e uma cadeira em forma de laço rosa; e, claro, uma brasileira, a carioca Maria Nemopuceno, que, com materiais como nylon e corda, criou um frasco do perfume em versão tropical e sensual.

Além das obras, fotos que marcaram a história da célebre marca francesa, modelos vintage do New Look misturados com silhuetas atuais de Raf Simons, além de obras de amigos de monsieur Dior (que era galerista antes de se tornar costureiro), como Salvador Dali e Bernard Buffet, fizeram parte da exposição.