Foto: Fabio Audi
Foto: Fabio Audi

Nas novelas, os brasileiros estão muito acostumados a ver Nathalia Dill na pele de mocinhas fortes. Foi assim seu último grande sucesso, vivendo a personagem Elisabeta Benedito em “Orgulho e Paixão”, em 2018. Este ano ela volta à Globo fazendo uma vilã que está dando o que falar: a falsa Fabiana Ramirez, em “A Dona do Pedaço”.

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Bazaar bateu um papo com a atriz sobre esta nova fase e muito mais. Leia na íntegra:

Como o público está reagindo às maldades da sua vilã?
Fabiana está tendo uma repercussão muito boa. Estou tendo um retorno muito positivo do público tanto nas redes sociais quanto nas ruas. Até agora ninguém quis me bater (risos). O que me dizem é que estão amando odiar Fabiana, como ela é dissimulada… As pessoas estão muito interessadas na curva dramática dela, em como aquilo se dá. Acham divertida a forma diferente como Fabiana lida com cada personagem, como ela consegue ser múltipla, se relacionando de diversas formas e jeitos com cada personagem. Ela é muito interessante. Fabiana tem umas cenas inesperadas, umas reações e atitudes que pegam as pessoas no contrapé. É uma troca muito boa que estou tendo com o público.

Como você se preparou para fazer esta personagem? Se inspirou em algum outra personagem do cinema ou mesmo de novelas?
Tive muita inspiração do cinema e mesmo de novela. Busquei outras mulheres da ficção que tinham essa dubiedade, como, por exemplo, no filme “A Malvada”. Carminha, de “Avenida Brasil”, e Laura, de “Celebridade”, também são vilãs que me inspiraram. O texto do Walcyr Carrasco é muito rico e traz Fabiana de forma bem detalhada. Em cima dele, trabalho com a Amora Mautner para transpor o que está no papel para a cena. O legal de fazer novela é que como é uma obra aberta, a gente sabe como começa, mas não tem ideia de como vai terminar. Então, eu construo Fabiana diariamente, a cada cena, a cada bloco de capítulos que recebo.

O que você e Fabiana têm em comum?
A determinação. Acho que só isso (risos). Somos pessoas muito diferentes, de personalidades muito diferentes.

O que há de mais diferente nas personalidades sua e dela?
Tudo (risos). Fabiana é uma pessoa dissimulada, invejosa, gananciosa, calculista… Não tem nada a ver comigo mesmo (risos).

Foto: Fabio Audi
Foto: Fabio Audi

Falando em moda agora, o estilo da vilã combina com o seu, ou você teve de se adaptar muito ao figurino?
Fabiana tem um estilo mais básico e usa basicamente preto e branco. Eu usaria tranquilamente as roupas dela. Mas o meu guarda-roupa tem umas peças a mais (risos). Gosto de coisas fluidas, saias mídi com um pouco de volume, um cropped mais básico. Acho a combinação jeans e camiseta funcional e cool. Também curto peças de alfaiataria. E nos pés adoro bota, tênis.

Estão chegando as semanas internacionais de moda. Você acompanha os desfiles? Qual sua relação com a moda?
Não acompanho os desfiles em tempo real, mas gosto de ver depois. Moda reflete também o nosso momento. Acho legal estar de olho em tendências, ver como o que está sendo proposto nos desfiles pode ser incorporado na rotina e como posso fazer isso. Sou uma pessoa também muito ligada ao consumo consciente e estou sempre de olho em marcas slowfashion, em como aliar moda e sustentabilidade.

Foto: Fabio Audi
Foto: Fabio Audi

Você sempre mostra no seu perfil do instagram, revela para a gente toda a sua rotina para se manter em forma?
Eu tenho uma rotina de exercícios físicos. Quando estou gravando, fica mais difícil de manter porque dependo muito do roteiro. Então, preciso adaptar os horários. Mas busco manter uma constância na prática (risos). Faço ioga também e adoro. Busco ter uma alimentação balanceada, com frutas, legumes e saladas no cardápio. Também faço o acompanhamento nutricional com a nutricionista Gabriela Ghedini. E bebo bastante água.

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