Foto: Divulgação

A neuroarquitetura é uma das vertentes que arquitetos podem seguir na hora de projetar diferentes ambientes. Nesse caso, em qualquer que seja o projeto, a principal intenção é que o local cause boas sensações e reações positivas em quem o habitar. Para isso, é necessário compreender de que forma o cérebro humano funciona, para manipular sua compreensão acerca das situações, a partir dos aspectos da construção.

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O método é aplicado por profissionais de arquitetura e urbanismo e design de interiores desde a década de 60 e vem ganhando espaço no Brasil nos últimos anos. Em casa, por exemplo, salas e quartos podem ser criados para reduzir a ansiedade. Mas a maioria dos projetos atualmente é voltada para espaços comerciais e ambientes coletivos, como escritórios e salas de aula – neles, o objetivo, majoritariamente, é estimular a concentração, criatividade e produtividade.

Projetar um espaço estimulante não é tarefa fácil e envolve diferentes áreas do conhecimento. Arquitetos e profissionais da saúde, que podem ser neurocientistas ou psicólogos, se unem  para compreender qual o perfil das pessoas que habitarão o local, quais atividades serão realizadas nele e como a mente encara esse tipo de espaço físico, geralmente. Com essas e outras informações, é possível mapear uma estratégia de melhora nas reações.

As percepções planejadas pelos especialistas vão muito além dos aspectos visuais, que devem ser agradáveis aos olhos, mas abrangem também todos os outros sentidos. Um exemplo simples é um projeto de acústica para reduzir os ruídos vindos da rua e, assim, melhorar a qualidade do sono dos moradores. O olfato e o tato também são trabalhados com aromas e texturas incluídos no projeto.

No entanto, se o local não foi pensado desde sua construção para atender aos conceitos da neuroarquitetura, há algumas adaptações simples que podem ser feitas para melhorá-lo sem grandes obras.

Contato com o exterior

Tanto em casa, quanto em ambientes estudantis e corporativos, o ar livre é positivo. A iluminação natural e a ventilação, através de vãos e janelas grandes, são uma boa estratégia para conseguir conectar o interior com o exterior, oferecendo maior sensação de liberdade.

Iluminação

Nos locais fechados, a tonalidade da luz deve ser planejada de acordo com a finalidade do cômodo. A luz amarela, por exemplo, é uma boa opção para áreas de descanso ou ambientes privados, como quartos, pois estimula a produção de melatonina, hormônio que induz o relaxamento e o sono. Já para salas nas quais atividades que exigem foco e disposição sejam realizadas o melhor é a luz branca.

Presença de natureza

Há diversos estudos que demonstram que a presença do verde melhora a saúde mental e o desempenho em atividades cotidianas. Pesquisadores da Universidade de Hyogo, no Japão, por exemplo, avaliaram 63 funcionários de uma companhia elétrica que entraram em contato com plantas colocadas no escritório, podendo observá-las e cuidar delas. O resultado foi uma redução geral na sensação de estresse e melhora significativa na produtividade.

Além das plantas, é possível causar a sensação de contato com a natureza através de quadros com paisagens naturais, pisos de madeira e fontes de água.