Adriane Galisteu veste Riachuelo – Foto: Anthenor Neto, com direção criativa de Luis Fiod, edição executiva de Zeca Ziembik, beleza de Branca Moura e tratamento de imagem de Philipe Mortosa

Fosse na antes badalada vida social ou, por agora, na televisão, sempre que pode, Adriane Galisteu gosta de brincar com moda em suas aparições públicas. Capa da Bazaar de agosto, a apresentadora aposta em um jeito democrático na hora de se vestir. Do casual ao chique, do clássico ao ousado, e isso inclui peças customizadas (olha a camiseta estampada com a icônica foto de seu ensaio para a “Playboy”, de JR Duran).

Essa versatilidade foi demonstrada en passant nos looks do “Power Couple” (Record), extensão de sua parceria com a Riachuelo (seu guarda-roupa do dia a dia), e, em nossas páginas, ganha mais um desdobramento acompanhado de informação de moda.

Adriane Galisteu veste Riachuelo – Foto: Anthenor Neto, com direção criativa de Luis Fiod, edição executiva de Zeca Ziembik, beleza de Branca Moura e tratamento de imagem de Philipe Mortosa

Acostumada a ser sempre levada para sua zona de conforto, confiou no nosso time para se mostrar mais natural, quase sem make em um estilo surgido há pouco: gorpcore, com peças voltadas à utilidade e função antes da beleza ou da harmonia.

Ela vinha sendo apontada como trunfo da emissora paulista desde o ano passado, mas a pandemia havia congelado os planos. “Nunca tirei o foco da TV aberta. Mas não fico esperando sentada alguém bater na minha porta. Vou trabalhando e fazendo minha vida acontecer, mas o meu foco sempre esteve aí.” E sua hora chegou! Adriane estreia em setembro no comando de “A Fazenda” com a missão de substituir Marcos Mion, que “deu um baita show”, principalmente na edição passada, que consagrou Jojo Todynho como vencedora. “Encontrou perfeitamente o tom, o jeito e o clima. Nem de longe vou copiá-lo”, comenta. “A TV sempre foi muito masculina aos domingos, na hora de falar de esporte, nos realities… A gente está quebrando um pouco desse tabu”.

Adriane Galisteu veste Riachuelo – Foto: Anthenor Neto, com direção criativa de Luis Fiod, edição executiva de Zeca Ziembik, beleza de Branca Moura e tratamento de imagem de Philipe Mortosa

Para além de quebrar paradigmas, está interessada em encontrar seu caminho dentro da atração. Não vê a hora de os animais chegarem ao sítio-estúdio em Itapecerica da Serra (a aproximadamente 36 km de distância de São Paulo) e de saber se haverá alguma novidade, além dos games clássicos na escolha do fazendeiro ou do lampião. Para tanto, fez sua lição de casa. O material está nas mãos do diretor Rodrigo Carelli para avaliar possíveis novidades. “Como é um produto muito importante, o Brasil já consome e gosta muito, não pode perder nenhuma característica”, conta.

O principal desafio estará na condução das provas ao vivo. “Tem de estar muito atenta. Não vejo a hora de começar, estou buscando inspirações lá no Texas”, acrescenta.

Adriane Galisteu veste Riachuelo – Foto: Anthenor Neto, com direção criativa de Luis Fiod, edição executiva de Zeca Ziembik, beleza de Branca Moura e tratamento de imagem de Philipe Mortosa

Consumidora desse formato desde quando “não era legal falar” dessa predileção, encara a nova fase como desafio. “Sou uma mulher versátil nesse quesito. Estou feliz por apresentar um programa que amo e sempre assisti como telespectadora”.

Com seu jeito de fazer as coisas fluírem, ainda em 2020, foi produzindo conteúdos de forma independente. Seja pelas telinhas do celular com suas lives no Instagram, para quase 4 milhões de pessoas, ou em seu canal no YouTube, onde acumula mais de meio milhão de seguidores. Também aproveitou para estrear o podcast “Fala, Galisteu” sobre temas importantes e diversos, com múltiplos convidados.

Adriane Galisteu veste Riachuelo – Foto: Anthenor Neto, com direção criativa de Luis Fiod, edição executiva de Zeca Ziembik, beleza de Branca Moura e tratamento de imagem de Philipe Mortosa

Além disso, passou 50 dias em Portugal no meio da pandemia, onde gravou o programa “Tu Consegues”, reality show comandado pela luso-angolana Carmen Mouro. O programa pega uma pessoa sem conhecimento fashion e a molda para o universo das passarelas, mas vai além do vestir-se bem. “Começou de um jeito e terminou de outro. O vencedor engoliu o programa. Ele entendia aquilo como lifestyle”, opina. Com tantas frentes abertas, inquieta, pensa na possibilidade de ter um programa com sua assinatura. Mas, por ora, tem de jogar com as peças do tabuleiro. “Acho o ‘É Show’ tão atemporal, que se ele voltasse ao ar hoje, como era, é bem capaz das pessoas gostarem”, ri.

Mas não é papo para agora. Dentro de casa, Adriane é uma mulher menos arrumada e menos organizada daquela da televisão. Nas redes sociais está mais próxima dessa vida real. Já fez muita terapia, cansou um pouco e, hoje, se deu alta. Com a maturidade, aprendeu a gostar e administrar alguns defeitos os quais não conseguiu mudar. Já vivenciou e sabe bem o ônus de tentar ser outra pessoa só para agradar. “Isso já não está mais com nada. Olhar o passado e se renovar. É nossa obrigação”. Empatia? Outro de seus assets. O maior luxo é escolher seus afazeres. “Minha prioridade é trabalhar bem a minha agenda para ter tempo para o meu filho ou fazer uma viagem”, explica.

Adriane Galisteu veste Riachuelo – Foto: Anthenor Neto, com direção criativa de Luis Fiod, edição executiva de Zeca Ziembik, beleza de Branca Moura e tratamento de imagem de Philipe Mortosa

Já se culpou, mas hoje se permite desopilar. Gasta esse ócio nas redes sociais ou, de pernas para o ar, assistindo televisão ou lendo um livro. Sempre que pode, rende-se ao streaming and chill. Enquanto Vittorio, de 11 anos recém-completados, ainda assiste a ala infantil das plataformas (vide “Chiquititas” e “Juacas”, sobre o surfe), com o marido Alexandre Iodice maratonou “O Gambito da Rainha”. Está ansiosa para assistir “House of Gucci”, programada para novembro, sobre o assassinato de Maurizio Gucci, neto do fundador da famosa grife italiana a mando de Patrizia Reggiani, interpretada por Lady Gaga. “Na pandemia, percebi, é possível a gente ser uma ótima companhia para a gente”, diz. “Melhorei com a quarentena, inclusive. Era muito casca grossa comigo, e eu não sou mais tanto”, acrescenta, sem romantizar esse período nem minimizar a dor de quem perdeu um ente querido para a Covid-19 (não esqueçamos: foram mais de 550 mil). “Quem teve o privilégio de ter uma casa, conforto, amigo, família por perto, se manter saudável longe dessa doença durante a pandemia, tem a obrigação de renovar a alma.”

Na Internet, gosta muito dos memes. “Sou a doida do TikTok, do Instagram. Adoro ver as pessoas dublando, brincando e dançando. Também gosto dos tutoriais, ver umas unhas diferentes e as maquiagens”, conta.

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Acompanha famosas contas brasileiras, mas não deixa de lado as gringas, à lá squad Kardashians. “Mesmo em época de cancelamento e em tempos mais difíceis, com duras críticas. Engato a primeira e toco minha vida do jeito que eu sou. Não dou muita pelota para os haters”, reage. Ela se importa, sim, com as opiniões dos outros. Não à toa, lê os comentários do Twitter em seus programas. “Significa que, para mim, é importante. Assim vou seguir em A Fazenda”. Antes de dormir, se atualiza pela televisão. “Fora das Olimpíadas e desse horário louco de Tóquio, aproveito para saber os acontecimentos do dia, o que houve, mudou e o que não (via redes sociais).”

Envelhecer em frente à televisão, em especial para as mulheres, é uma cobrança maçante. Na era das grandes resoluções HD, 4K, 8K, onde é possível ver o contorno da alma, como ela gosta de contar, o único incômodo são os fios brancos. “Foram três meses sem tinta, não fiz unha e não me depilei. Meu marido teve de lidar com uma verdade que ele jamais pensou que fosse encarar”, ri. “Me olhei no espelho e falei: ‘nossa, legal’. Tiveram coisas das quais gostei, mas não de me ver com o cabelo branco. Isso não significa que eu não sou mulher liberta”.

Adriane Galisteu veste Riachuelo – Foto: Anthenor Neto, com direção criativa de Luis Fiod, edição executiva de Zeca Ziembik, beleza de Branca Moura e tratamento de imagem de Philipe Mortosa

Pelo contrário, não usa sutiã, nunca colocou silicone nos seios para ficar “bonitona ou gostosona” e nem fez plásticas no nariz, como muitos lhe pediram. “Superlivre, não encho minha cara de botox, nunca fiz nenhum tipo de preenchimento. E ainda está dando para o gasto.” A rotina de skincare para ela, de passar um creme no corpo para se hidratar ou tirar a make antes de dormir, é se fazer um carinho. Só reclama que, com o passar dos anos, a nécessaire está cada vez maior. Tem creme para tudo: derrière, cotovelo, pescoço, rosto, boca… “Cada vez, o mercado inventa coisas mais incríveis e a gente vai experimentando.”

Adriane Galisteu veste Riachuelo – Foto: Anthenor Neto, com direção criativa de Luis Fiod, edição executiva de Zeca Ziembik, beleza de Branca Moura e tratamento de imagem de Philipe Mortosa

Ariana de muitas vontades, começa as coisas, mas nem sempre põe um ponto final. Já pensou em exposição de looks icônicos, em outro livro, contando histórias que já experienciou como fez em “Caminho das Borboletas” (sua história com Ayrton Senna). Acha, no entanto, muito cedo assinar uma biografia. A meta principal é seguir na TV aberta. “Continuar produzindo, voltar para o teatro. Só não tenho vontade de parar.” Filha de pais húngaros, teve uma educação muito fechada. Então, seu legado para o filho é fazê-lo livre de preconceitos e de relações que não sejam do bem. “Olhar para o outro de forma igual. Essa geração dele já é bem assim”, arremata. Com uma Adriane linda, bela, solta e muito pé no chão, aí está o segredo do seu blonde power!

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