Monique Alfradique usa look total Louis Vuitton, segunda pele de acerve e óculos Max&Co. da Marcolin Eyewear – Foto: Adriano Dmas, com edição de moda de Rodrigo Yaegashi, beleza de Liege Wisniewski e tratamento de imagem da Vetro Retouching

Por Patricia Carta

Nessa Bazaar de agosto que você tem em mãos, ou baixou no seu app, unimos dois temas em um só: tecnologia, que impacta em todos os aspectos do nosso dia a dia, e o escapismo que ela nos provoca. Na moda (e não apenas nela), gamificação e fantasias espaciais nos libertam do isolamento e nos permitem viajar para rotas interplanetárias. De Jeff Bezos a Richard Branson em turismo espacial real, à trend space age, que tomou conta de desfiles, como o cruise 2022 da Louis Vuitton, sem perder a Terra de vista, proporcionam um escapismo pé no chão, digamos.

Adriane Galisteu veste Riachuelo – Foto: Anthenor Neto, com direção criativa de Luis Fiod, edição executiva de Zeca Ziembik, beleza de Branca Moura e tratamento de imagem de Philipe Mortosa

Graças à tecnologia, sexo à distância sensorial já é bem real. Confira nas páginas de “Saúde”. Nas artes, ainda graças à tecnologia, as NFTs (explicamos a tendência em Radar) valoram e garantem a originalidade das obras, abrindo um extraordinário mundo novo nesse segmento.

Rebecca Dayan usa colar da Tiffany & Co., com luvas Prada e meias Wolford – Foto: Jacob + Carrol, com edição executiva de Filipa Bleck, styling de Angel Macias, maquiagem de Hiro Yonemoto, cabelo de Menelaos Alevras e tratamento de imagem da One Hundred Berlin

Também por meio da digitalização, a alta joalheria da Bvlgari, espaço de sonho eterno, conseguiu driblar o desafio de chegar a seu público em tempos de pandemia. Em uma ponta, artesãos, em outra, trabalho estritamente virtual. Em “24H”, Dandara Pagu conta sua rotina, depois de ganhar notoriedade como ícone em um app de áudio, e fazer dessa tecnologia sua janela para o mundo. Ferramenta que Márcia Silveira, head de comunicação da L’Oréal Luxo, pretende utilizar para que o alto luxo de marcas premium encontre a diversidade, uma de suas missões no novo cargo, como você lê em “At Work”.

Chiara Ferragni – Foto: Nico Bustos

Ancestralidade foi tema importante da SPFW N51, assim como robótica. O destaque foi o projeto Sankofa, que inaugurou uma nova era no evento: a inclusão de marcas de diretores criativos com raízes afro e indígenas no line-up. Além de moda para sonhar, moda para incluir. Também deixou de ser sonho futurista a impressão de peças 3D.

Naki Depass veste Yves Saint Laurent por Anthony Vaccarello – Foto: Ace Amir, com styling de Jahulie Elizalde, edição executiva de Filipa Bleck, cabelo de Erol Karadag e maquiagem de Christyna Kay

Em “Estilo”, mostramos várias marcas, brasileiras também, que já imprimem bolsas e joias. A combinação de tecnologia e sonho segue pelos editoriais de moda, de forma natural, como ocorre na vida real. E é em carne e osso que Rachel Maia nos abre as portas do seu apê, em São Paulo. Uma das executivas mais feras do País, é um bom exemplo de como lidar com a fusão de ancestralidade, resgate de tradições, sustentabilidade e inovação, de forma proativa e bem-sucedida. Leia em “Fashionable”.

Silvia Braz veste L’Cecci – Foto: Lufré, com styling de Rita Lazzarotti, beleza de Helder Rodrigues, tratamento de imagem da Telha Criativa, assistência de beleza de Juliana Boeno, assistência de fotografia de Cassiano Lopes e produção de moda de Giovanna Grassi e Sabrina Van Den Haspel

Como contraponto à vida urbana, Day Molina, estilista de origem indígena, nos arremessa para a casa imersa na natureza de sua avó, em Macaé, no Rio de Janeiro. Uma boa forma de acordarmos para o fato de que há terra para ser pisada, preservada e sonhada, antes de nos lançarmos para o espaço. Fica a dica.

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