Um Ratata (nome do Pokémon) em um riacho - Foto: reprodução/Instagram
Um Ratata (nome do Pokémon) em um riacho – Foto: reprodução/Instagram

Pokémon Go, um dos maiores fenômenos dos últimos tempos, já está invadindo o mundo da moda. Criado pela Nintendo, o jogo, baseado em localizações de realidade aumentada, foi lançado há alguns dias nos EUA, Austrália, partes da Europa e Ásia e, gradativamente, deve chegar a outros mercados. O sucesso é tamanho que, em poucos tempo, o app já se tornou mais popular que o Tinder e Twitter em número de usuários.

O principal objetivo dele é capturar Pokémons. Para isso, é necessário que o jogador se locomova na vida real. Na prática, o que tem acontecido é que pessoas dentro de shoppings ou lojas têm abandonado os locais para correr atrás de um personagem encontrado. Há também quem só entre em um estabelecimento porque viu que há algo para ser pego por lá.

A maior parte da conversa sobre o jogo gira em torno dos melhores lugares para encontrar os Pokémons. As vezes, são pontos bem improváveis, como a Forever 21, Sephora, Macy’s, Bloomingdale’s, American Apparel, entre outras.

Com isso, surge a dúvida: como aproveitar essas oportunidades e reverter em vendas? Uma operadora americana, por exemplo, fez um cartaz que dizia: “Você não consegue capturar todos os Pokémons com esse telefone antigo! Entre em nossa loja e encontre um que te ajude nessa missão!”. Outras, porém, foram menos amistosas: “Pokémons estão disponíveis apenas para os clientes que estão consumindo.” Uma menina chegou a avisar em seu Twitter que foi caçar na Sephora e que as vendedoras pediram para ela se retirar do loca.

De todo modo, quase todas as marcas querem rentabilizar com esse movimento . Um jornalista da Forbes escreveu um artigo intitulado “Como Pokémon Go pode atrair mais clientes para o seu negócio”, e recebeu milhares de perguntas de empreendedores perguntando se era possível transformarem suas lojas em PokeStops ou Ginásio Pokémon (lugares onde os jogadores podem lutar entre si), que costumam reunir milhares de pessoas por causa do jogo.

Montagem postada pelo prefeito do Rio de Janeiro - Foto: Facebook/reprodução
Montagem postada pelo prefeito do Rio de Janeiro – Foto: Facebook/reprodução

Por enquanto, esses espaços são pré-determinados pelos desenvolvedores do jogo, mas não é difícil imaginar um futuro em que será possível pagar para seu empreendimento ser um desses pontos especiais dentro do jogo.

Embora ainda não existam respostas absolutas, uma pizzaria de Nova York, a L’inizio’s Pizza Bar, encontrou uma alternativa eficaz: eles investiram US$ 10 (cerca de R$ 32) em um “módulo de atração” – item comprado dentro do jogo para atrair os personagens. Logo, os jogadores perceberam que valia a pena ir para lá.

O app infelizmente ainda não tem data prevista para desembarcar no Brasil, mas nessa quarta-feira (13.07) o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, se manifestou via Facebook sobre o lançamento no país. “Alô, Nintendo! Faltam 23 dias para as Olimpíadas Rio 2016. O mundo todo está vindo pra cá. Venha também!”, dizia a postagem.

Para entender melhor tudo isso que está acontecendo, separamos abaixo alguns posts nas redes sociais que resumem bem o impacto dessa novidade.