Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

Encerrando a segunda semana de quarentena, a equipe da Bazaar digital faz um balanço sobre o que mudou em sua rotina, como tem encarado o isolamento social e as ferramentas para deixar a bad vibe de lado.

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Para a maioria, a segunda semana se mostrou mais difícil que a primeira, mas isso não significa que desistimos de tentar deixar a situação mais leve. Veja abaixo os relatos do nosso time:

Carol Hungria, diretora de conteúdo digital

A segunda semana de quarentena foi bem mais difícil do que a primeira. Tem muita pressão para produzir muito conteúdo, mas o mundo já não aguenta mais tanta informação. Lives viraram memes de tanto que proliferaram na internet. Está difícil de falar sobre qualquer coisa que não seja o coronavírus e não ser atacado por haters.

Saí apenas para fazer compras e, nesta terça-feira (31.03), fui caminhar ao redor da praça bem cedo, para evitar qualquer aglomeração. A Buenos Aires estava praticamente deserta, assim como a avenida Angélica. Foi a melhor coisa que fiz para a minha saúde mental. Estou cada dia mais triste, e não vejo como isso vai acabar. E só penso que tem governante e empresário pedindo para as pessoas voltarem às vidas normais. É inacreditável.

Ligia Kas, diretora de conteúdo digital

A segunda semana de quarentena pegou. Além da ansiedade sem fim, queria sair de casa – eu e todo mundo, claro. Troquei a escapadela pela internet para ver a cidade. Triste de ver, tudo vazio, mas, ao mesmo tempo, feliz de sacar que as pessoas estão dão dando mais atenção à OMS que ao presidente que chama a pandemia de gripezinha. Vamos continuar assim, em casa, torcendo para que o que vai chegar por aqui não seja tão grave como em outros países.

Marcela Palhão, repórter

Para não enlouquecer na segunda semana, decidi escolher minhas batalhas, ou seja, me preocupar com uma situação de cada vez. A saúde dos meus pais e o cenário mundial, então deixei outros pensamentos nocivos – como o fato de estar presa em casa – um pouco de lado. Preciso dizer que funcionou! Não estou tão incomodada em não poder sair e encontrei um equilíbrio na minha nova rotina.

Para passar o tempo, investi em coisas que cansem meu corpo. A escolha foi dançar um pouco, no meu quarto mesmo, junto com videos do Youtube. Também tento manter a comunicação com meus amigos e família mais ativo do que nunca. Dica de quem já cansou do Zoom: o aplicativo Houseparty reúne chamadas de vídeos e jogos, e é bem divertido.

Evelyn Gross, estagiária

Com toda a certeza a segunda semana foi mais difícil do que a primeira. Neste meio tempo, preferi voltar a minha cidade natal, Brasília, e ficar junto da minha família. No caminho fiquei bem assustada em ver São Paulo mais vazia, chegou a dar um aperto no coração.

Acho que a pior parte disso tudo é não saber quando tudo vai acabar, além de ter outra rotina e render no meio deste caos, com tanta informação rolando e as pessoas focadas somente na doença.