Luiza veste camisa Cavalleria Toscana; culote Pikeur; casaca GPA; e botas sob medida Diva Botas - Foto: Fabricio Brambatti (Angústia.Photo)
Luiza veste camisa Cavalleria Toscana; culote Pikeur; casaca GPA; e botas sob medida Diva Botas – Foto: Fabricio Brambatti (Angústia.Photo)

Por Carolina Maggi

Faculdade, trabalho, treino, família, namorado… Tudo isso cabe na rotina da amazona Luiza Tranchesi, 23 anos. Hiperativa, a estudante de Direito gosta de ter a agenda cheia.“Sou muito agilizada. Quando você tem uma rotina com intervalos curtos de tempo, parece que faz mais coisas”, acredita.Vai ver, é por isso que desenvolveu, desde cedo, a paixão por esportes – chegou a competir como atleta de natação e tênis e, recente- mente, investiu no triatlo para gastar energia e garantir bem-estar físico e mental.

Dividindo-se entre o último ano do curso de Direito, os estudos para o exame da OAB e o estágio em um escritório de advocacia, Luiza encontra refúgio, nos fins de semana, ao lado dos cavalos, sua paixão. Atleta de salto desde os 7 anos, a estudante treina (quase religiosamente) no interior de São Paulo, no haras de sua família.“Nas provas, o sucesso do conjunto cavalo e cavaleiro depende do relacionamento fora das pistas. Conseguir se comunicar com o animal é essencial, pois ele precisa confiar em você. Às vezes, passar um tempo com o cavalo sem montar é mais importante do que treinar, treinar e treinar”, explica.

Trench coat Magrella e sapatos Louboutin - Foto: Fabricio Brambatti (Angústia.Photo)
Trench coat Magrella e sapatos Louboutin – Foto: Fabricio Brambatti (Angústia.Photo)

O gosto e o respeito pelos cavalos vêm de berço. Luiza passou parte da infância entre a fazenda da família, no Mato Grosso do Sul, e a capital paulista, onde mora.“Tenho essa dualidade em mim. Ao mesmo tempo em que levo essa vida corrida de São Paulo, tenho a personalidade de uma pessoa do mato, no sentido de não ter muita frescura”, diz. “Fui descobrindo meu estilo ao longo do tempo. Conforme cresci, vi que curtia peças mais clássicas, mas sempre com um acessório que dá um toque diferente.”

O guarda-roupa é dominado por alfaiataria, mas não nos moldes tradicionais – proporções, comprimento e silhuetas são sempre atualizados. Ah, e com detalhes que fazem diferença. Principalmente nos acessórios, algo que aprendeu frequentando o mundo do hipismo. “Nesse meio, como existem regras para se vestir, você acaba ganhando um olhar afinado, porque vê quem é estiloso no detalhe, no caimento da casaca, em um cinto ou em uma bota”, comenta. O perfume rústico de suas produções fica por conta do cabelo, com um coque quase desarrumado, uma trança meio solta ou uma peça de acento natural.

Luiza usa vestido vintage comprado em Londres - Foto: Fabricio Brambatti (Angústia.Photo)
Luiza usa vestido vintage comprado em Londres – Foto: Fabricio Brambatti (Angústia.Photo)

Entre as medalhas e os prêmios exibidos no quarto da atleta – ela tem títulos para defender este ano e um calendário de competições no segundo semestre –, há espaço para grifes como Talie NK, Vivienne Westwood, Zadig & Voltaire e Stella McCartney. “Não sou consumista e sou chata para comprar roupa, porque não gosto de qualquer coisa. Não compro se não amei. Mas adoro coisas que ninguém tem”, diz. Expansiva e falante, Luiza deixa qualquer um à vontade. Essas características, inclusive, além da influência do avô – também advogado –, determinaram a escolha da profissão. Quase formada, os planos estão traçados: seguir na área, continuar saltando e, mais para frente, investir em uma pós-graduação no exterior.“Mas quero sempre ter meus cavalos ao lado. Não levo o hipismo como um esporte profissional, sou amadora, mas é uma paixão da qual espero não precisar abdicar ao longo da vida.”

Luiza usa camisa Cavalleria Toscana; culote Pikeur; cinto Prada; e faca da família - Foto: Fabricio Brambatti (Angústia.Photo)
Luiza usa camisa Cavalleria Toscana; culote Pikeur; cinto Prada; e faca da família – Foto: Fabricio Brambatti (Angústia.Photo)