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Rein Langeveld: conheça o holandês que virou modelo no Rio

Ele começou a carreira no Brasil e hoje é o rosto da Montblanc

by Carol Hungria
Foto: Divulgação

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Nascido e criado nas dunas holandesas de Haia, Rein Langeveld é um esportista habilidoso e destemido que conhece o mar. A carreira de Rein como modelo começou no Brasil em 2000, depois que ele ficou sem dinheiro para viver no Rio de Janeiro. Tentou a sorte, e conseguiu espaço no concorrido mercado da moda. Hoje ele é o rosto da fragrância “Explorer”, da Montblanc.

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Bazaar bateu um papo exclusivo com ele. Leia na íntegra:

Como você foi parar no Rio de Janeiro?
Minha mãe sempre se sentiu atraída pelo Brasil por sua natureza e a vontade de se conectar com a terra, com a floresta. Esse interesse fez com que eu e minha família passássemos um mês de férias em Saquarema e Lumiar, em Nova Friburgo. Eu e meu irmão nunca havíamos viajado tão longe, e esse mês tornou-se uma espécie de último feriado juntos antes “de crescer”. Eu não imaginaria que essa viagem seria o começo da minha carreira de modelo. Celebrando a virada do milênio com roupas de praia e não muito depois me encontrei perdido por um amor. Eu tinha 20 anos no final de janeiro de 2000.

Qual foi seu primeiro trabalho no Brasil?
Ser modelo já era algo que eu tinha em mente. Meu tio na Holanda tirava fotos minhas e falava que, caso eu precisasse, provavelmente poderia ganhar dinheiro fazendo isso. Aos treze, quatorze anos de idade, vi modelos em um catálogo com mulheres e lingerie e sutiãs e esse tipo de coisa, e me chamou atenção. Até ali eu não consigo me lembrar de modelos de moda masculina que tenham me chamado atenção. Eu não tinha ideia do que era modelar ou do que era necessário para isso. “Um modelo, deve ser um exemplo de como um homem deve ser, um homem que as pessoas admirem, uma representação”, Eu não conhecia nomes da moda ou marcas a não ser as de surfe. Logo depois que minha mãe voltou, eu e meu irmão ficamos sem dinheiro no Brasil. Decidi procurar a agência de modelos Rio Elite. Quando eu toquei a campainha, um homem veio acompanhado por sete modelos, cinco mulheres e dois homens, e estavam prestes a entrar em um ônibus para com destino à São Paulo Fashion Week. Ele me ofereceu comida e abrigo, e uma viagem de volta para a semana de moda. Então eu entrei sem hesitar. Um dos outros modelos masculinos no ônibus era Carlos Bockelman, com quem eu desenvolvi uma amizade em Paris e Nova York. Alguns dias antes ele estava sendo fotografado por Mario Testino – as icônicas, sexy e famosas imagens na cama de quarto de hotel com Gisele – e me mostrou polaroides. Em São Paulo, com uma van, fomos levados de casting para casting, e ficávamos de pé ao lado de muitos homens e mulheres. Depois de 3 dias eu conheci Roger La Rose, um agente de Nova York que me chamou para voltar com ele para o Rio de Janeiro, onde fiz um ensaio na grande pedra na água, ao sul do Leblon. Depois daquele ensaio, no mesmo dia, ele providenciou passagens para eu voltar para a Holanda, roupas e bolsas novas. Depois, fui direto para NYC a tempo da fashion week.

Foto: Divulgação

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O que você aprendeu com a carreira de modelo por tantos anos?
Aprendi fazendo. Ser apenas isso. No meio de pessoas onde a imagem de cada um é a chave, percebi que é preciso trabalhar constantemente em um estado presente. Os humanos que são capazes de compartilhar esse espectro ou partes dele são aqueles chamados de reais e bons para se trabalhar. Quanto mais você se atreve a compartilhar quem você é, há mais espectadores. Eu aprendi uma razão para autenticidade: reconciliar a consciência pela experiência constante de medo e compaixão.

Sobre esporte, qual você gosta mais e por que?
Frescobol. Esse é um esporte de nome gracioso que você joga junto. Tênis de praia, duas raquetes e uma bola em espaço aberto. Sem vencedores e perdedores, é um esporte de amor que é simples, saudável e forte. Jogado em todos as diferentes duplas humanas possíveis. Eu jogo com qualquer um e, ocasionalmente, um bom jogo com meu avô na praia de Scheveningen, ele tem 88 anos. Quando estou sozinho, eu convido estranhos e eles amam isso, aprenda e transpire.

Qual é a viagem do sonho que você fez e qual não fez ainda?
Tanta beleza para ser encontrada em tantos lugares. O parque nacional de Darien, a região de Darien, uma expedição costa a costa indo do oceano Atlântico ao oceano Pacífico. Essas coisas. A floresta pantanosa para a estrada Pan-am bloqueando os dois continentes americanos, norte e sul.

Foto: Divulgação

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Qual a sua relação com a nova fragrância Montblanc?
Um caso de amor. Um caso de amor é a maior aventura que existe na vida.

Montblanc Explorer é uma fragrância para exploradores. Qual o lugar no mundo que você mais gostou de explorar e por que?
Eu mesmo, me encontrar onde quer que eu esteja tem sido uma celebração, mesmo aflito, na escuridão e com medo. Uma mente curiosa me ajudou a ver a humanidade um no outro e em mim mesmo. Explorar é uma parte da humanidade, de seu destino. Mais e mais eu vejo meu interesse se movendo para tribos primitivas, traduzindo senso comum em sabedoria para a minha sociedade ocidental. Para não permanecer em um nível primitivo, é importante restaurar a consciência natural.

Em seu ritual de beleza diário, quais itens são essenciais?
Depois do banho, escovo o meu cabelo. Para cuidados de pele, uso Weleda (cheira bem e é fresco). Creme de proteção facial na ponta do meu nariz quando vou para perto do mar. Um desodorante com certificação 100% natural. E uma borrifada do perfume Explorer.

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