Samantha Gradoville - Foto: Nagi Sakai / Harper`s Bazaar Espanha
Samantha Gradoville – Foto: Nagi Sakai / Harper`s Bazaar Espanha

A nudez feminina é sempre muito polêmica, um assunto delicado. Mas por que há tanta agitação (e censura) sobre o assunto no Instagram? Kevin Systrom, diretor-executivo do sistema que reúne mais de 300 milhões de usuários, deu a resposta para essa pergunta há alguns dias. “O Instagram está comprometido com a liberdade artística (…) Mas, a fim de dimensionar tudo de forma eficaz, as vezes precisamos tomar decisões difíceis”, disse ele. O que explica que a censura, portanto, não vem da equipe Systrom, mas da Apple, que detém os direitos sobre a famosa empresa de aplicativos móveis.

A companhia norte-americana fundada por Steve Jobs, na verdade, não é contra e nem, tampouco, defende a nudez. Apenas exige que o conteúdo seja especificado como “classificação restrita”, o que não é o caso do app, que é liberado para todas as idades. Atualmente, a Systrom, obedecendo a essa regra, discute uma versão “especial” do Instagram.

Será que vem aí um Instagram R-rated? “Estamos pensando nisso”, disse em uma apresentação realizada em São Francisco, na Califórnia, na última semana. “Estamos estudando várias opções”, completou. Kevin, no entanto, ressalta que o problema está em saber onde traçar os limites do tema. “O que é muito explícito e o que não é? Nós não estamos interessados ​​em sediar pornografia em nossa rede.”

Ao que tudo indica, a iniciativa coletiva #FreeTheNipple parece estar sendo levada em consideração na hora da tomada de decisões.