Foto: Getty Images
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Por Luigi Torre

Os montes de terra espalhados pela passarela (uma colaboração com a artista Maya Lin) indicavam que Phillip Lim não está seguindo a rota da maiora dos outros designers nesta estação. Ele não está em fuga rumo a um verão escapista. Na verdade, ele está bem no meio do caos, ou melhor, já está no pós-caos. Num cenário em que só restou o pó. Sem vida. Ou quase. Na medida em que suas modelos encontram seu caminho na passarela é difícil fugir da ideia de recomeço. Afinal, esta é também a coleção que marca os 10 anos de carreira deste estilista. E com todos alguns de seus principais elementos: as texturas e manipulações têxteis, os recortes e construções elaborados (as vezes elaboradas demais), as referências esportivas e toda aquela atitude urbana cool que lhe rendeu. São esses dois últimos itens, aliás, que dão força à coleção, principalmente quando pontuados por detalhes que trazem ecos do passado, como os babados em golas e mangas de blusas ajustas ao corpo, ou nos franzidos das jaquetas.