A fila final do desfile - Foto: Getty Images
A fila final do desfile – Foto: Getty Images

Por Luigi Torre

Raf Simons continua com o olhar voltado para o passado, para entender o presente e pensar no futuro. Dando continuidade as ideias que marcaram suas últimas apresentações (inverno 2014 de alta-costura, verão 2015 de prêt-à-porter e pre-fall 2015) na Dior, o estilista belga resgata, para o verão 2015 de couture, o romantismo dos anos 1950, a experimentação modernista dos 1960 e a liberação sexual dos anos 1970.

Nostálgico, porém, não é um adjetivo que se caixa aqui. Apesar de beber na fonte do que já foi, o que se viu hoje na passarela é extremamente relevante para o que é e, mais ainda, para o que pode ser.

É assim que saias godê plissadas se combinam a tops geométricos, com recortes laterais e fechos metálicos; casacos de plásticos, com estampas florais, sobrepõem vestidos bordados; macacões com estampas artsy aparecem com minissaias envelopes e vestidos rendados ganham efeitos gráficos e aberturas sexy nas laterais.

As referências são familiares, é fato. Mas o produto é novo. Desconectado de qualquer contexto estético específico e trabalhados num outro totalmente atual e pertinente. Afinal, a sobreposição de ideias e o remix de inspirações (e informações) é das principais características da nossa cultura hoje.

Clique em nossa galeria para ver looks selecionados da passarela da grife, em desfile realizado nesta segunda-feira (26.01), na temporada de Paris: