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Por Luigi Torre

“Primeiro foram as cores, depois a natureza. No entanto, o que mais me marcou foram os membros da tribo massai”, conta a estilista e artista plástica Kika Simonsen sobre a recente viagem à África, que acabou virando coleção.“Voltei com toda aquela riqueza visual na cabeça, e logo comecei a interpretar o que vi nas minhas telas.”

Para quem não conhece, Kika tem um processo de criação bem particular.Tudo começa a partir de pinturas abstratas, depois transformadas, digitalmente, em estampas para serem aplicadas em suas peças,quase sempre fluidas e de formas bem femininas.“No começo, era uma coisa só instintiva, de traduzir para a tela um pouco do que eu estava sentindo. Com o tempo, comecei já a pensar no desenho em função da roupa. Gosto de imaginar como os traços e os pincelados ganham profundidade e movimento sobre o corpo.”

Nesta mais recente coleção, a de alto-verão, a estilista-artista conta que ficou um tanto obcecada pela intensa decoração das vestes e acessórios usados pelos massai. “São espécies de miçangas que formam padronagens geométricas.” Mais do que os desenhos, porém, foram as texturas que mais a inspiraram. “Tentei interpretar isso nas pinceladas, traduzir as texturas em cores”, explica. Mas não somente. Pela primeira vez, Kika trabalha com peças lisas, prints free. São vestidos, macacões e tops de renda ou com uma espécie de colagem de guipure.

Outras novidades para este fim de ano são os vestidos de festa, segmento que a estilista começa a desbravar aos poucos, e a quentíssima coleção de acessórios feita em parceria com o joalheiro Rodrigo Massot.“Nós crescemos juntos, mas nunca fizemos nada. Decidi, então, dar carta branca a ele.” O resulta- do é uma linha de cinco peças de prata que combinam a opulência visual do designer com a praticidade do dia a dia das peças de Kika. Tudo à venda nas lojas da estilista.

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