Desfile R.Rosner/Foto: Reprodução

Por Sylvain Justum

A festa de Rodrigo Rosner é “contemporânea”, inspirada nas mariposas e, na temporada onde fala alto o decorativismo, chega a ser pertinente. Na prática, brilham – literalmente – rendas, organzas, chiffon de seda e gazar. Todos bordados ad infinitum, com volumes localizados que remetem às asas dos insetos, vestidos longos ou mini e muita, muita transparência. Barroquismos.

Rodrigo se sai melhor nos momentos mais leves, da primeira metade do desfile, onde saltam aos olhos as pelerines-cagoule, assim como os vestidos mais curtos. De base estruturada, sobrepõem delicadamente os brocados e camadas de seda, ajudados também pela boa idéia da meia soquete preta, meio masculina, que baixa a bola festeira.

Tem renda também cobrindo os sapatos, de perfume aristocrático, arrematados por cadarços de laço. Vale um destaque para as lindas cabeças decoradas, desenvolvidas por Davi Ramos (ele assina o styling do desfile junto com Flavia Pommianosky), em especial as que remetem aos capacetes dos jogadores de futebol americano. Luxo puro.

MELHOR LOOK: O vestido curto em renda champanhe, com saia estruturada coberta por camada de seda

TRILHA: Erik Satie, mesmo remixado, acrescenta melancolia e sofisticação na medida certa, sempre.

ACESSÓRIO: Como não babar nas cabeças, cagoules e capacetes de cada look? Lindos demais!