Com obra do brasileiro Alex Flemming ao fundo, a estilista Karin Matheus veste casaqueto, R$ 830, top, R$ 138, e pantalona,R$ 620, de suagrife própria - Foto: divulgação
Com obra do brasileiro Alex Flemming ao fundo, a estilista Karin Matheus veste casaqueto, R$ 830, top, R$ 138, e pantalona, R$ 620, de suagrife própria – Foto: divulgação

Para sua coleção de inverno 2014, Karin Matheus usou sua recente maternidade – ela teve gêmeos, há dez meses – como inspiração. A força e a coragem, sensações que guiaram sua gravidez, foram também o fio condutor de suas criações. A estilista pesquisou mulheres, paisagens e animais com o mesmo espírito, de batalha e poder, para construir peças de linhas simples e low-profile. “Faço roupas atemporais e easy chic. Minha cliente não é uma perua que gosta de ostentar”, explica. Florestas, geleiras e bichos, como a águia e o cervo, viraram estampas, enquanto uma alfaiataria relaxada divide espaço nas araras da loja-ateliê nos Jardins, em São Paulo, com vestidos práticos e separates de influência esportiva.

O inverno 2014 de Karin Matheus tem linhas fluidas e atitude cool. A alfaiataria conversa com separates de influência esportiva - Foto: divulgação
O inverno 2014 de Karin Matheus tem linhas fluidas e atitude cool  – Foto: divulgação

Os preços das peças construídas com crepe, seda, couro ecológico, malha e um pouco de viscose procuram ser justos: vão de R$ 200, por uma blusa básica, a R$ 900, para um vestido longo. Vendidas também em seis multimarcas pelo País, incluindo a Nag Nag, no Rio, e o Espaço Carolina Faggion, em São Paulo, as roupas de Karin não são sua estreia na moda.

A alfaiataria conversa com separates de influência esportiva - Foto: divulgação
A alfaiataria conversa com separates de influência esportiva – Foto: divulgação

Formada pelo IED (Istituto Europeo di Design), Karin foi sócia da Sugar Free, grife brasileira de beachwear com foco em exportação, que acabou em 2011. Ela herdou a estrutura montada, deixou de lado a praia e alçou voo solo com o foco atual. Universo lapidado pela avó, Mathilde Reindl, que fazia couture para o high paulista. “Seu ateliê era meu playground; fazíamos as roupas das minhas bonecas lá. Assim desenvolvi um olhar refinado para a moda”, lembra.