Em meio as discussões sobre as novas formas 3D e o futurismo na moda, Sarah Burton tratou de criar sua própria visão a respeito, nesta coleção de inverno 2012/13 da Alexander McQueen.

O cenário escolhido por Burton foi o mesmo em que Alexander McQueen, anos antes, apresentou a coleção Deliverance – uma re-interpretação da maratona de dança do filme de Sydney Pollack, A noite dos desesperados, lançado em 1929, na era da depressão americana; que trouxe à passarela todo o desespero e beleza selvagem do designer.

Desta vez, porém, a beleza, o romance e as esperanças de um futuro belo de Burton reinaram na passarela, numa escala evolutiva, que se tornou monumental conforme os looks iam surgindo.

Numa tentativa de mudar a ideia de que o futuro é um lugar cinza e frio; Burton buscou leveza na cartela de cores com branco, rosados, lilás, vermelho e um pouco de preto. Todas as modelos usavam cabelos platinados, visores espelhados, cinturões prateados, e mega botas; completamente futuristas.

O desfile começou calmo, com vestidos curtos, bem estruturados e saias rodadas, para darem lugar a maxi vestidos de penas de pavão, criando um efeito estético surrreal, de tirar o fôlego. Nada para o dia-0-dia e tudo muito conceitual, mas com tamanha técnica, visão e poesia; não há como não se encantar com a proposta.