Foto: Gustavo Scatena/Ag. Fotosite

Por Sylvain Justum

Não foram poucas as emoções vividas por Alessa nos 10 anos de vida de sua grife, período em que abusou de prints e bom humor para contagiar seu público. Plateia esta que ela acostumou-se a reverenciar efusivamente, arrancando, além de palmas, sorrisos dos sempre exaustos fashionistas.

Nesta temporada, não foi diferente. A Mulher-Maravilha (recado dado com o caftã que vestiu ao final do desfile) adoçou o azedume causado pelos atrasos em cascata do primeiro dia de Fashion Rio e acertou ao desdobrar sua famosa chita em espertas versões das tendências atuais.

Se a onda são os conjuntinhos e total prints, o peplum e o esporte, ou ainda a barriga de for a e a alfaiataria, tudo está bem condensado no verão de Alessa. Mas com sua assinatura.

Um primor a (des)construção das estampas de chita, usadas em negativo, preto e branco, ou mixadas a outras referências populares como as bandeirolas de festa junina, em tecidos como laise, cetim de seda e a própria seda. Repare também nos longos e versáteis vestidos, capas de chuva divertidas e maxi blazers, devem fazer sucesso.

São boas as cores quentes duelando na cartela. Trata-se de um permanente jogo de contrastes, como Alessa gosta, sofisticando o popular, criando desejo de consumo ao invés de se contentar com as gracinhas. Robertão na trilha deu a letra: “É preciso saber viver”.

Alessa soube viver e se reinventar. Sua roupa antes quase folclórica e publicitária agora é urbana e antenada. Parabéns para você, Alessa!