Por Sylvain Justum

Receita de verão de Alexandre Herchcovitch: misture anos 80 e 40, salpique orientalismo, outro tanto de esporte, e resgate o hedonismo clubber típico de Londres.

O resultado é uma coleção estampada e otimista, onde quadriculados e xadrezes dão o tom. As formas encasuladas que Alexandre vem trabalhando há algumas estações estão lá, em mangas, saias e t-shirts estruturadas, afastadas do corpo.

Em meio a todo o excesso de informação visual dos prints  – números, letras e crisântemos – e das cores – a cartela passeia por amarelo cítrico, pink e cereja, além do preto e branco dos quadriculados tipo tabuleiro -, é possível reconhecer algumas direções bem atuais da moda global.

Alexandre trabalha bem a maxisilhueta, desabada e de proporções agigantadas, como nos elegantes vestidos-casaco de  abotoamento duplo, e produz belos exemplos de conjuntinhos, como o de mini quadriculado amarelo na frente e preto e branco nas costas.

Os melhores momentos da versão macro acontecem nas camisetas que lembram uniformes de futebol americano. Nos
tecidos, basicamente seda e cetim duchese, que se mostraram um contraponto sofisticado eficaz para levantar looks mais pop.

O melhor look: escolher uma proposta lisa em um desfile over printed pode parecer estranho, mas ficamos com o vestido-casaco oversized de Aline Weber, em amarelo post-it

O acessório: Bazaar adora as bolsas carteira flats, bordadas de pedrarias ou com o icônico Smile em metal