Por Sylvain Justum

A Animale dá bom exemplo de como fugir do óbvio quando se tem um tema de coleção que reúne África, safári e esporte.

Estão lá, claro, os prints zebrados e de leopardo, além da cartela de cores terrosa, onde brilham os derivados de tons cáqui, intercalados com pitadas de amarelo pálido e verde.
Como o safári da grife é noturno, não espere um verão explosivo repleto de tons vivos. Multiplicam-se também os inevitáveis punhos, elásticos e recortes do universo atlético, mas introduzidos de forma sutil e effortless, em detalhes inteligentes, com resultado bem elegante.

A estilista Priscilla Darolt aposta na delicadeza da seda trabalhada em versões palha, malha e rústica, conseguindo suaves nuances de texturas -,  para construir as silhuetas lânguidas da maioria dos looks. Salpica um tantinho de couro stretch perfurado
a laser – Rosie Huntington-Whiteley herdou a legging e a saia em suas entradas – e consegue rigidez com a seda dublada, mas são as transparências que merecem maior atenção aqui.

São excelentes as sobreposições de vestidos levíssimos com legging – por vezes eles são uma peça só -, onde a sutil barra mullet faz toda a diferença no caminhar preguiçoso das modelos, e os tops recortados com vazados estratégicos.  É street, é fresco  e é muito chic. Anote: é o novo sexy.

Para entender melhor o movimento, leia a Bazaar de julho, que chega logo mais às bancas.

O melhor look: O vestido-legging verde de seda esvoaçante, onde até a famigerada barra mullet funciona

A tendência: Além do étnico e do esportivo, aposte no novo sexy, que revela sem entregar, à base de recortes e transparências estratégicas