por Luciana Franca

Isabela Capeto - Foto:Murillo Tinoco/ divulgação
Isabela Capeto – Foto:Murillo Tinoco/ divulgação

Do outro lado do telefone, Isabela Capeto surpreende. Um dia após o incêndio ter destruído seu ateliê no Rio de Janeiro, a estilista dá uma lição de otimismo. “Tento sempre ver o lado positivo, reverter tudo em coisas boas. Acho que na vida tudo é para melhor. Recebi ajuda de todo mundo, isso foi maravilhoso, tenho amigos, muita gente generosa me procurou. Recebi ligação de pessoas da moda me oferecendo máquinas de costura, tecidos; uma conhecida me mandou um bolinho ontem; outra, flores; minha manicure me ligou dando apoio”, diz ela à Bazaar. A corrente de amor e positividade minimizou a raiva e a tristeza que sentiu ao ver grande parte de seu trabalho destruída. “Se fosse água, a gente colocava para secar, mas com o fogo, tudo vira pó. A gente luta tanto e perde tudo”, lamenta.

Isabela conta que, na madrugada dessa terça-feira (27), foi acordada com uma ligação do pai, que tinha visto o tumulto em frente ao ateliê, e correu para lá. As chamas já haviam sido contidas pelos bombeiros, mas teve de esperar em frente ao prédio até a perícia chegar para saber o prejuízo. “Foi (uma cena) impressionante. Perdi todas as modelagens, os tecidos, os aviamentos. Três salas foram totalmente destruídas. Mas a sala em que estava meu acervo se manteve praticamente intacta e também uma caixa com retalhos e algumas jaquetas. Peças da nova coleção que estavam sendo bordadas fora também se salvaram. O resto, foi tudo.”

Mesmo contabilizando as perdas do incêndio, provavelmente causado por uma pane elétrica, a estilista não se deixa abater. “Vejo isso como uma renovação. O fogo limpa. Vou recomeçar de outra maneira, fazer modelagens mais legais, aprender coisas novas. O que importa é que estamos todos com saúde.” Essa é a Isabela Capeto.